VIOLÊNCIA

Diretora de escola é exonerada após agredir aluno dentro de sala fechada

Nas imagens, a educadora aparece empurrando e dando tapas no aluno. Caso ocorreu em Angelândia, no Vale do Jequitinhonha

Câmera instalada em sala registrou abordagem agressiva de diretora -  (crédito: Reprodução)
Câmera instalada em sala registrou abordagem agressiva de diretora - (crédito: Reprodução)

A Prefeitura de Angelândia, no Vale do Jequitinhonha, informou que afastou e, posteriormente, exonerou a diretora da Escola Municipal Leonigton Duarte Ribeiro após identificar, por meio do sistema de monitoramento da unidade, uma conduta considerada "incompatível com o exercício da função pública".

A administração municipal divulgou uma nota depois que um vídeo do circuito interno da unidade vazou nas redes sociais. Nas imagens, a educadora aparece empurrando e dando tapas no aluno. Segundo a prefeitura, as imagens foram registradas em 14 de abril pelas câmeras de segurança instaladas nas escolas da rede municipal. 

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Ainda conforme a nota, após a constatação dos fatos e as primeiras providências de apuração, a então diretora foi afastada do cargo em 17 de abril. Na mesma ocasião, foi instaurado um processo administrativo disciplinar (PAD), com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O Executivo municipal afirmou que, ao fim do processo, houve comprovação dos fatos investigados, o que levou à exoneração da servidora do cargo de diretora em 1º de julho.

No comunicado, a prefeitura ressaltou que todas as medidas administrativas cabíveis foram adotadas logo após a identificação da ocorrência. Segundo a administração municipal, o vídeo só passou a circular publicamente mais de 60 dias depois dos fatos, em razão de um vazamento não autorizado, quando o procedimento interno já havia sido concluído.

A Prefeitura de Angelândia também declarou que repudia qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes, especialmente no ambiente escolar, e reafirmou o compromisso com a proteção dos alunos da rede municipal e com a adoção das medidas necessárias sempre que houver situações que coloquem em risco a integridade física ou emocional dos estudantes.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para saber se apura o caso e quais medidas foram adotadas até o momento. Esta publicação será atualizada assim que houver resposta. 

 

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postado em 07/07/2026 06:52
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