
A Polícia Internacional (Interpol) passou a difundir internacionalmente, na segunda-feira (6/7), o nome de Hércules Costa Siqueira, de 45 anos, investigado por balear o tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel.
O pedido foi encaminhado pela Polícia Civil de São Paulo e resultou na inclusão do suspeito na lista de difusão vermelha da organização, permitindo sua prisão em qualquer país membro caso deixe o território brasileiro.
Conhecido pelos apelidos de Golias, Chavinho e Peruca, Hércules é apontado pelas investigações como o autor dos disparos que atingiram o policial na cabeça durante um ataque ocorrido em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) explicou que a solicitação à Interpol busca ampliar a cooperação internacional para localizar o investigado.
“Há informações de inteligência que apontam risco concreto de fuga para o exterior, inclusive por rotas irregulares de fronteira, motivo pelo qual foi solicitada sua captura para fins de extradição", diz.
A pasta acrescentou que, caso Hércules seja localizado em qualquer um dos países integrantes da Interpol, deverá ser preso provisoriamente enquanto são iniciados os procedimentos de extradição.
"A publicação determina que, caso o procurado seja localizado em qualquer país membro da Interpol, as autoridades competentes realizem sua prisão provisória e comuniquem imediatamente o Escritório Central Nacional da Interpol em Brasília, para adoção das medidas de extradição previstas nos acordos internacionais", informou a SSP.
Segundo a polícia, Hércules Costa Siqueira possui antecedentes por roubo e homicídio. A SSP mantém a oferta de recompensa de R$ 50 mil para informações que levem à localização e prisão do suspeito.
Operações após o atentado
O atentado contra Ronickson Pimentel ocorreu em 27 de junho, quando o tenente da Rota foi baleado na cabeça por dois homens que estavam em uma motocicleta enquanto trafegava por São Caetano do Sul.
Desde então, a Polícia Militar intensificou as buscas pelos envolvidos com base em denúncias anônimas. Entre 29 de junho e 2 de julho, três suspeitos morreram durante operações da Rota na capital paulista e no litoral.
A primeira ocorrência foi registrada na madrugada de 29 de junho, na região da Estrada do Aricanduva, no bairro José Bonifácio, zona leste da capital. Policiais foram ao local após uma denúncia indicando que um possível participante do ataque estaria na área. Conforme a corporação, houve confronto e o homem morreu.
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Posteriormente, a Rota informou, em nota assinada pelo major PM Veiga, que a denúncia inicial não chegou a ser confirmada em razão do confronto e que, até aquele momento, não havia elementos que ligassem o homem morto ao atentado contra o oficial.
Já na manhã de 1º de julho, uma nova denúncia levou equipes policiais até Guaianases, também na zona leste de São Paulo. De acordo com a PM, outro confronto terminou com um suspeito baleado. Ele foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
O terceiro caso ocorreu na noite de 2 de julho, em Peruíbe, no litoral paulista. Elenilson Misael da Silva, conhecido como "Galego" e apontado como integrante de uma organização criminosa, morreu após trocar tiros com equipes da Rota. Conforme a investigação, ele também é suspeito de participação no atentado contra o tenente.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais localizaram o veículo utilizado por Galego e iniciaram acompanhamento após ele tentar fugir da abordagem. A perseguição terminou na Rua Cuiabá, onde houve confronto. O suspeito chegou a ser encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas morreu após dar entrada na unidade.
A perícia recolheu quatro estojos de munição próximos ao veículo e realizou exames no local, além de testes residuográficos nos envolvidos.
Quadro clínico
Ronickson Pimentel permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, conforme o boletim médico mais recente divulgado pelo 1º Batalhão de Polícia de Choque.
"O oficial passou pela troca programada do dispositivo de drenagem, procedimento realizado conforme planejamento prévio da equipe. A tomografia de crânio feita na sequência confirmou o dreno bem posicionado e funcionante, sem evidência de novos sangramentos. A pressão intracraniana encontra-se em níveis baixos, com o dispositivo apresentando baixo débito", informou a corporação.
Ainda de acordo com o comunicado, no sábado (4/7), o policial apresentou uma alteração neurológica temporária. "A equipe realizou de imediato tomografia de crânio, que não evidenciou novos eventos, e o quadro reverteu de forma espontânea em cerca de uma hora".
A expectativa da equipe médica é iniciar a redução gradual da sedação após a realização de uma traqueostomia, mantendo até lá os cuidados voltados ao controle da pressão intracraniana.
A SSP reforçou que informações sobre o paradeiro de Hércules Costa Siqueira podem ser repassadas, de forma anônima, ao Disque Denúncia 181 ou pelo portal de denúncias da secretaria, no link.
O governo paulista oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que resultem na captura do suspeito.

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