REPRODUÇÃO DO CRIME

Diarista suspeita de matar idosos em BH deixa prédio sob gritos de 'assassina'

Paola Stéfany foi levada ao apartamento para procedimentos de reconstituição do crime. Polícia ainda apura se houve participação de terceiros

Diarista saindo do apartamento em BH -  (crédito: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Diarista saindo do apartamento em BH - (crédito: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

A diarista Paola Stéfany Neto Cirino, de 30 anos, deixou o apartamento no Bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, após os procedimentos de reconstituição do crime de duplo latrocínio cometido na segunda-feira (29/6). O imóvel era residência do casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. A suspeita foi presa no dia 1° de julho e confessou o crime.

A reconstituição do crime tem como objetivo elucidar a dinâmica dos fatos, trata-se da reprodução do que aconteceu dentro do apartamento. Na noite dessa segunda-feira (6/7), a PC voltou ao apartamento e encontrou a faca usada para matar o casal.

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Os investigadores utilizaram luminol, um reagente químico capaz de revelar vestígios de sangue que não podem ser vistos a olho nu, para encontrar a arma. O delegado informa que outras diligências serão realizadas para descartar a participação de terceiros no latrocínio.

 Assim como a chegada, o momento em que a diarista deixou o edifício foi marcado por tumulto, gritos e xingamentos. A mulher foi levada em um carro da Polícia Penal. Dos prédios vizinhos era possível ouvir moradores fazendo barulho e se amontoando pelas janelas.

Nas ruas, uma multidão se juntou em um coro de repulsa contra a mulher. Comentários como "bandida" e "assassina" acompanharam Paola desde a saída pela portaria até a partida do veículo em que foi colocada.

Os agentes da Polícia Civil (PCMG) que estavam presentes não se manifestaram sobre o caso e o que foi feito. Foi informado que será realizada uma entrevista coletiva final do caso na próxima semana. 

O advogado de Paola, Bruno Correa, participou das diligências e, em entrevista à imprensa, apontou dificuldades na reprodução das cenas do crime. "Em diversos momentos tivemos que parar a reprodução para ela se recuperar e se lembrar do que aconteceu. Houve confusão em diversos momentos. Ela não conseguiu explicar de forma clara e inequívoca o que aconteceu", afirmou.

Correa disse que a suspeita reproduziu o que recordou e, os fatos que não lembrou, deixou formalizado. A defesa ainda comunicou que pediu à autoridade policial a instauração da sanidade mental da investigada. "Sobre a luz da lei, ela apresenta muita confusão mental, esquecimento. Ela tem histórico pessoal, passou pelo Hospital Espírita André Luiz, Caps III e postos de saúde de Ribeirão das Neves. Tudo leva a crer que ela possui sim um histórico sensível em relação à saúde mental", destacou ele. 

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AL
postado em 08/07/2026 18:30 / atualizado em 08/07/2026 18:31
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