MEIO AMBIENTE

Senado aprova projeto que reduz em quase 40% limite de floresta no Pará

PL converte cerca de 486 mil hectares em Área de Proteção Ambiental (APA) para permitir a exploração agropecuária e de mineração

No governo Lula, cerca de 1,3 milhão de hectares da Floresta Amazônica passaram a ser chamados de Flona do Jamanxim. Com a separação, essa região passaria a ter uma extensão de apenas 815 mil hectares -  (crédito: Neil Palmer/CIAT - Flickr wikimedia commons )
No governo Lula, cerca de 1,3 milhão de hectares da Floresta Amazônica passaram a ser chamados de Flona do Jamanxim. Com a separação, essa região passaria a ter uma extensão de apenas 815 mil hectares - (crédito: Neil Palmer/CIAT - Flickr wikimedia commons )

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (15/7), um projeto de lei que permite a redução dos limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, para o uso agropecuário. O texto autoriza, explicitamente, a exploração humana.

A matéria transforma cerca de 486 mil hectares em Área de Proteção Ambiental (APA), o que corresponde a quase 40% do total. Apesar do nome, a APA é uma categoria com regras ambientais menos rígidas que facilitam e regularizam a exploração humana, como a mineração e a agropecuária. A área desmembrada representa um pouco menos que o tamanho do Distrito Federal (576 mil hectares).

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A área foi criada em 2006 como uma forma de diminuir a degradação ambiental na região provocada pela Rodovia BR-163, que corta o lugar desde 1976. No governo Lula, cerca de 1,3 milhão de hectares da Floresta Amazônica passaram a ser chamados de Flona do Jamanxim. Com a separação, essa região passará a ter uma extensão de 815 mil hectares.

O projeto é de autoria do deputado federal Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) e foi aprovado no Senado sem alterações do texto original da Câmara. Agora, a matéria segue para sanção presidencial.

Para o relator da matéria no Senado, Jader Barbalho (MDB-PA), o texto pretende resolver conflitos fundiários preexistentes. “A medida favorece uma gestão territorial mais estável e compatível com o desenvolvimento sustentável regional, uma vez que disciplina ocupações consolidadas e reconhece atividades produtivas preexistentes, sem perder de vista a proteção ambiental”, disse o parlamentar.

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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postado em 16/07/2026 15:36
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