INVESTIGAÇÃO

Após sanção do MPT, Viih Tube diz que reality criticava escala 6x1

Ex-BBB afirma que o programa foi idealizado para provocar debate sobre a precarização do trabalho e nega coação aos funcionários

Após o lançamento de “As Patroas”, reality show idealizado e produzido pelo casal de influenciadores Viih Tube e Eliezer, o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito, nesta quinta-feira (02/7), para investigar possíveis irregularidades trabalhistas, já que o programa é feito com os funcionários do casal, que participam de “provas” em troca de prêmios, como dinheiro e redução da escala de trabalho.

A ex-BBB se manifestou por meio de suas redes sociais depois a divulgação da ação e afirmou que nenhum funcionário foi obrigado a participar do projeto e um contrato de trabalho específico foi desenvolvido para a produção audiovisual. A influenciadora ainda alegou que o programa “tem críticas sociais” e foi planejado para promover o debate contra a escala 6x1.

“É isso gente, todo episódio a gente traz uma crítica social. Nesse episódio a gente trouxe duas críticas sociais, a precarização do trabalho, que a gente mostrou no episódio e a escala 6x1. Inclusive, a data de postagem do reality foi totalmente proposital, porque dia 01 foi o dia que a escala 6x1 foi discutida no Senado, em Brasília. Nossa intenção era chamar atenção para falar sobre a escala 6x1, que nós somos contra, porém eu não imaginava o tamanho da proporção que tomou”, contou a influenciadora.

Além da ação do MPT, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) chegou a fazer um alerta nas redes sociais oficiais da Corte para a exposição de trabalhadores a situações vexatórias: “Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever”, diz a postagem. Apesar de não citar nomes, internautas associaram a publicação com o reality.

Funcionárias do casal que fazem parte do programa também esclareceram que não foram obrigadas ou coagidas a participar do projeto. Ao lado de Viih Tube, duas participantes alegaram que o programa é uma oportunidade de ganhar visibilidade e que as gravações são realizadas durante o horário de trabalho, não em dias de folga ou fora do expediente. 

“A gente sabia dos riscos desde o início, porque um reality com pessoa que tem relação de trabalho com você, de qualquer forma, o Ministério do Trabalho pode fazer uma fiscalização, é direito deles. É importante deixar claro aqui que elas não são obrigadas a participar, foi feito um convite e topou quem quis ter essa relação contratual com a gente fora do trabalho, participar do reality e ter um salário como produção audiovisual”, finalizou Viih Tube, em seu pronunciamento. 

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