LUTO

Vilma Alves: a vida da primeira delegada negra do Piauí

Conheça a história de pioneirismo da policial que comandou Delegacia da Mulher e foi primeira corregedora-geral da PC; Vilma morreu no último dia 18, aos 79 anos

Vilma foi a primeira delegada negra do Piauí  -  (crédito: Reprodução/Redes sociais )
Vilma foi a primeira delegada negra do Piauí - (crédito: Reprodução/Redes sociais )

A delegada Vilma Alves, um dos maiores ícones da segurança pública do Piauí, morreu na terça-feira (18/8), aos 79 anos. A família, no entanto, só confirmou o falecimento neste sábado (22/8). Primeira mulher negra a ocupar o cargo no estado, ela foi uma pioneira na luta pelos direitos das mulheres. O governador Rafael Fonteles lamentou a morte, destacando a dedicação de quase cinco décadas de Vilma ao serviço público.

Vilma ingressou na Polícia Civil em um período em que a presença feminina na corporação era rara, e a de mulheres negras, praticamente inexistente. Sua trajetória foi marcada pela quebra de barreiras em um ambiente predominantemente masculino, abrindo caminho para inúmeras outras profissionais que vieram depois dela.

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Sua atuação mais marcante foi à frente da Delegacia de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher, em Teresina. Implantada em 1989, a unidade teve Vilma como sua primeira comandante. No cargo, ela se tornou um símbolo no combate à violência doméstica e familiar, sendo reconhecida por sua abordagem firme com agressores e acolhedora com as vítimas.

O trabalho de Vilma Alves na delegacia especializada não se limitava a registrar ocorrências. Ela transformou o espaço em um local de amparo e referência, onde mulheres encontravam segurança para denunciar e buscar ajuda para romper ciclos de violência.

Uma carreira de pioneirismo

Além de ser a primeira delegada negra do estado, Vilma Alves também alcançou outra posição de destaque inédita para uma mulher. Ela foi a primeira a assumir a Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Piauí, órgão responsável por fiscalizar a conduta dos policiais e garantir a lisura da instituição.

A nomeação para a corregedoria coroou uma carreira pautada pela ética e pelo rigor profissional. Sua gestão no cargo foi um marco, reforçando sua imagem de liderança e integridade dentro e fora da corporação policial.

Conhecida por sua postura séria e por uma dedicação incansável, ela construiu um legado que transcende os cargos que ocupou. Para a sociedade piauiense, seu nome se tornou sinônimo de justiça e de defesa intransigente dos direitos humanos, especialmente dos grupos mais vulneráveis.

Vilma Alves se aposentou em dezembro de 2021, aos 75 anos, encerrando um ciclo de 36 anos de atuação como delegada. Mesmo após a aposentadoria, ela continuou sendo uma figura de referência. Sua história inspira novas gerações de profissionais da segurança pública e serve como um poderoso lembrete da importância da representatividade e da perseverança na busca por uma sociedade mais justa.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 24/08/2026 13:53 / atualizado em 24/08/2026 13:54
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