Mudanças climáticas

El Niño: governo cria sala de situação para prevenir aumento de arboviroses

Liderado pela Casa Civil, o grupo avalia que o fenômeno chegará de formas diferentes nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sul e Sudeste

Em meio ao possível aumento de casos de arboviroses (dengue, chikungunya e Zika) em decorrência do fenômeno El Niño, o governo federal comunicou nesta quarta-feira (12/8) ter desenvolvido uma sala de situação para elencar diferentes medidas para cada região do país.

Liderado pela Casa Civil, o grupo avalia que o El Niño chegará de formas diferentes nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sul e Sudeste. Para as regiões Norte e Nordeste, as ações do governo focam no enfrentamento da estiagem e dos riscos de isolamento de comunidades devido à seca provocada pelo fenômeno.

Também estão sendo elaboradas medidas de abastecimento com atenção especial a populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas. Diante do risco de redução do nível dos rios, que pode interromper a navegação, o governo avalia a antecipação e envio de estoques de combustíveis em corredores logísticos e localidades que dependem do transporte fluvial.

O monitoramento nas regiões do Norte e do Nordeste também vai considerar o risco de aumento de casos de dengue, zika e chikungunya em decorrência das alterações climáticas.

As ações incluem a preparação de kits de saúde e a definição de procedimentos para o atendimento de municípios que venham a declarar situação de emergência.

Centro-Oeste e Sudeste

Nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, o fenômeno formado a partir do superaquecimento das águas do Oceano Pacífico deve provocar temperaturas acima do normal.

O mesmo cenário é avaliado no Sudeste. Para as duas regiões, o governo prevê a elaboração de planos para enfrentamento de queimadas e ações para lidar com o aumento da demanda energética em meio à baixa no nível dos rios, que deve prejudicar a  geração de energia por hidrelétrica.

Sul

Na região Sul, o fenômeno El Niño chegará com a previsão de chuvas intensas, contrastando com as estiagens previstas para o Norte e Nordeste. 

Com previsões de volumes de chuva de até 200 milímetros em apenas sete dias em algumas áreas do Sul, a sala de situação comunicou o diálogo com governos locais para a elaboração de planos de respostas às possíveis consequências de precipitações.

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