Crime organizado

Circulação de drogas é problema para 83% das cidades brasileiras, aponta CNM

Levantamento inédito aponta que 81% dos gestores municipais reconhecem a situação como grave

Levantamento aponta fragilidade no financiamento federal destinado aos municípios -  (crédito: Divulgação/PF)
Levantamento aponta fragilidade no financiamento federal destinado aos municípios - (crédito: Divulgação/PF)

O tráfico de drogas e o crime organizado são problemas em 83,3% dos municípios brasileiros, mas 77,2% das cidades não contam com Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas e 77,3% não têm Plano Municipal de Políticas sobre Drogas.

O estudo “Entre responsabilidades e escassez de recursos: a implementação da política sobre drogas nos Municípios brasileiros”, da Confederação Nacional de Municípios (CNM), coletou dados entre 29 de outubro de 2025 e 18 de fevereiro de 2026. Participaram 1.567 municípios, cerca de 28% do total. Segundo a CNM, o público-alvo da pesquisa incluiu prefeitos, secretários de Administração e chefes de gabinete, cujas respostas foram consideradas manifestações espontâneas dos gestores.

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Entre os gestores que identificaram a circulação de drogas como um problema, 43,9% classificaram a intensidade como média e 37,1%, como alta. Somados, os dois grupos representam 81% dos respondentes que reconhecem o fenômeno em níveis considerados significativos. Outros 17,5% avaliaram o problema como baixo e 1,6% não responderam.

Além disso, o levantamento aponta fragilidade no financiamento federal destinado aos municípios. Segundo a pesquisa, cerca de 88,1% dos entes não têm Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas e 77,2% precisam utilizar recursos próprios. As transferências estaduais (11,7%), as parcerias com Organizações da Sociedade Civil (10,8%) e as emendas parlamentares (9,5%) aparecem como fontes minoritárias. Apenas 3% têm acesso ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad).

O levantamento apontou que a circulação de drogas impacta os principais serviços públicos, com a saúde como a área mais afetada (87,8%), segundo os gestores. A assistência social (84,8%), a segurança pública (77,6%) e a educação (73,8%) foram as outras áreas mencionadas.

Apesar disso, os municípios agem por meio de atividades de prevenção contra o uso de drogas. Entre as medidas estão as campanhas e palestras (81,6%), assistência social, como as desenvolvidas nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e equipamentos de acolhimento (77,5%) e a atenção e o cuidado no âmbito da saúde (71,2%).

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postado em 28/09/2026 15:44
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