CRIME EM COPACABANA

Polícia indicia 13 pessoas por morte de homem espancado no RJ

Entre os indiciados pela Polícia Civil estão agressores diretos, seguranças informais e uma testemunha por omissão

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu a investigação sobre a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, agredido em Copacabana depois de ser confundido com um ladrão. Ao fim do inquérito, 13 pessoas foram indiciadas por diferentes formas de participação no caso.

Em comunicado publicado nesta terça-feira (8/9), a corporação informou que cinco suspeitos foram responsabilizados por homicídio triplamente qualificado, por serem apontados como participantes diretos das agressões que provocaram a morte de Cláudio. Quatro deles permanecem presos.

Indiciamentos

A investigação também identificou condutas atribuídas a outras pessoas que estavam no local durante o episódio. Uma testemunha foi indiciada por omissão de socorro. Imagens de câmeras de segurança mostram o homem em uma bicicleta enquanto Cláudio era agredido. De acordo com a conclusão da polícia, ele acompanhou a cena, mas não tentou prestar auxílio à vítima.

Uma mulher presente na ocasião foi indiciada por lesão corporal. Conforme a investigação, ela chegou a retirar um bastão de madeira das mãos dos agressores, mas entregou novamente o objeto, o que possibilitou a continuidade das agressões.

Outros quatro investigados foram indiciados por exercício ilegal da profissão. Segundo a apuração do UOL, eles integravam a chamada "estrutura de seguranças da rua". A investigação aponta que o grupo, que atuava informalmente na região, acabou agredindo uma pessoa que deveria estar sob proteção.

Abordagem terminou em espancamento

Cláudio foi atacado durante a madrugada de 12 de agosto, em Copacabana. Ele havia saído de casa, em Botafogo, de bicicleta quando foi abordado por homens que trabalhavam como seguranças e suspeitaram que o veículo tivesse sido roubado.

A abordagem terminou com Cláudio sendo levado até a Rua Felipe de Oliveira. No local, ele foi submetido a uma sequência de agressões, incluindo socos, chutes e golpes com pedaços de madeira.

A família afirmou que a bicicleta que motivou a suspeita não havia sido roubada. O veículo pertencia a uma das irmãs de Cláudio.

O rapaz não resistiu aos ferimentos provocados durante o espancamento. Conforme apontou a polícia, Cláudio sofreu traumatismo craniano, hemorragia interna e lesões no baço e no rim, que o levaram à morte. 

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