SÃO PAULO

Bombeiro acusado de matar estudante de medicina pode ser preso nesta terça

Acusado de matar estudante após discussão de trânsito em Taubaté, acusado se entregará após fim do prazo eleitoral

O crime ocorreu na Avenida do Povo, em Taubaté, após uma discussão de trânsito entre a vítima e o bombeiro militar -  (crédito: Reprodução)
O crime ocorreu na Avenida do Povo, em Taubaté, após uma discussão de trânsito entre a vítima e o bombeiro militar - (crédito: Reprodução)

O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, poderá ser preso a partir das 17h desta terça-feira (6/10), quando termina o período de restrição à prisão de eleitores previsto na legislação eleitoral. Acusado de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, após uma discussão de trânsito, Oliveira é alvo de um mandado de prisão preventiva decretado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) na sexta-feira (2/10).

O mandado não pode ser cumprido após a definição em respeito ao artigo 236 do Código Eleitoral, que proíbe a prisão ou detenção de eleitores nos cinco dias que antecedem a eleição e nas 48 horas seguintes ao encerramento da votação, salvo nas exceções previstas em lei.

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Segundo o advogado Claudio Rodrigues, que representa o bombeiro, Oliveira pretende se entregar voluntariamente à polícia ainda na tarde desta terça-feira.

O bombeiro havia sido preso em flagrante após o crime, ocorrido na quarta-feira, 30 de setembro. No dia seguinte, durante a audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória a Oliveira e determinou o cumprimento de medidas cautelares.

O Ministério Público recorreu da decisão e pediu a prisão preventiva. O TJSP acolheu o recurso e decretou a prisão na sexta-feira.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), Oliveira atirou contra o estudante após uma discussão de trânsito na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, em Taubaté, no interior de São Paulo. A defesa do bombeiro alega legítima defesa.

Bruno cursava o 4º semestre de Medicina na Universidade de Taubaté (Unitau). Após ser baleado, ele foi filmado correndo pela calçada, com a mão sobre o peito. Socorrido, foi levado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos. O estudante deixa um filho de dois anos.

A Polícia Técnico-Científica realizou perícia no local e apreendeu a arma usada pelo bombeiro. De acordo com o 11º Grupamento de Bombeiros, Oliveira estava afastado das funções e em licença sem vencimentos. A corporação informou que ele não atuava na região do Vale do Paraíba.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Taubaté como homicídio.

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postado em 06/10/2026 15:16 / atualizado em 06/10/2026 15:17
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