A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) repudiou os atos de violência registrados nas dependências da instituição nesta segunda-feira (20/10). Na ocasião, estudantes denunciaram agressões durante uma ação de militantes do Partido Liberal (PL).
Segundo a universidade, a mobilização política não tinha autorização para ocorrer e contou com o uso de fogos de artifício, o que provocou “atos de violência e ameaças à integridade física e moral de membros da comunidade acadêmica, além de danos ao patrimônio público e da interrupção de aulas e atividades administrativas”.
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“Diante da gravidade dos fatos, a administração universitária adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a rigorosa apuração das ocorrências e a responsabilização dos envolvidos”, afirmou a instituição.
Além disso, a universidade ressaltou que o espaço universitário deve ser um local de formação, pluralidade, diálogo e respeito às diferenças.
“A divergência de ideias, inerente à vida universitária e ao exercício democrático, não pode, sob qualquer circunstância, servir de justificativa para atos de intimidação, ameaças, violência ou desrespeito.”
Entenda
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram cenas de bate-boca, empurrões e agressões físicas entre apoiadores do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do senador Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com relatos, as aulas chegaram a ser suspensas.
Em um dos vídeos que circulam nas redes, um confronto físico entre participantes termina com a depredação de um portão. Já outro post afirma que um aluno de jornalismo teve um dente quebrado.
O evento foi divulgado nas redes sociais e contou com a participação de parlamentares eleitos, como o deputado federal General Girão (PL).
Em publicação nas próprias redes sociais, o parlamentar confirmou que esteve na manifestação e afirmou ter sido hostilizado por opositores. O deputado também criticou a atuação da polícia responsável pela segurança do campus, alegando que os agentes não intervieram. “Esta é a realidade que se encontra aqui dentro da universidade. Isso é democracia? Pneus furados, carros riscados. Essa é a democracia?”, questionou.
