ELEIÇÕES

Universidades particulares vetam atos políticos antes do 2º turno

Universidades reforçam medidas para preservar a segurança da comunidade acadêmica; veja os bastidores e os impactos da decisão nas instituições

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), cujas campanhas tiveram eventos vetados em universidades como Mackenzie e PUC-Rio para garantir a segurança -  (crédito: Flickr/Páginas das candidaturas)
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), cujas campanhas tiveram eventos vetados em universidades como Mackenzie e PUC-Rio para garantir a segurança - (crédito: Flickr/Páginas das candidaturas)

O acirramento do clima político no país e a aproximação do segundo turno das eleições levaram a Universidade Presbiteriana Mackenzie e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) a vedar eventos de caráter político-partidário em seus campi. As duas instituições privadas de ensino superior proibiram manifestações organizadas por grupos estudantis favoráveis às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

As reitorias justificaram a determinação pela necessidade de preservar a segurança, o bem-estar e a integridade física das comunidades acadêmicas. As convocações para os atos ocorriam em redes sociais, sem autorização prévia das faculdades.

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Na PUC-Rio, o veto a eventos político-partidários até o encerramento do período eleitoral foi publicado na segunda-feira (12/10), em nota do vice-reitor Renato Callado. A determinação antecedeu duas mobilizações marcadas para o mesmo espaço na terça-feira:

  • O grupo "A PUC também é nossa", integrado por estudantes simpatizantes de Flávio Bolsonaro, previa um ato "contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e os gastos públicos", com entrega de documento à vice-reitoria para solicitar maior pluralidade acadêmica.

  • O coletivo "PUC-Rio Antifascista" convocava um encontro de apoio à reeleição de Lula.

Atos fora da universidade e ofensas

Após a proibição, os grupos mantiveram as atividades no exterior da instituição e trocaram ofensas na manhã de terça-feira (13/10). Durante a concentração, o influenciador Breno Faria debochou do assassinato da vereadora Marielle Franco, ex-aluna da universidade morta em 2018: "Marielle tá no céu, com papai do céu. Ou não, né? Ou tá no colo do capeta".

Candidato a deputado federal pelo PL no Rio de Janeiro com 27.088 votos, Faria não se elegeu nem se pronunciou sobre o episódio. Nas redes sociais, a filha de Marielle, Luyara Franco, publicou um vídeo em resposta: "zombar do assassinato de Marielle Franco não é opinião. Não é debate. Não é liberdade de expressão. É violência política (...) Transformar o assassinato da minha mãe em motivo de deboche é desrespeitar sua história, sua família e a luta de tantas pessoas que seguem exigindo justiça".

A reitoria da PUC-Rio reafirmou o "dever institucional de zelar pela segurança e pela integridade física e moral de estudantes, professores, funcionários e demais integrantes da comunidade universitária".

Decisão no Mackenzie

Dias antes, a Universidade Presbiteriana Mackenzie adotou procedimento idêntico no campus de Higienópolis, na capital paulista, em comunicado do reitor Marco Tullio de Castro Vasconcelos. O veto ocorreu após a convocação do grupo "Mackenzie com Lula", que pretendia promover uma assembleia de apoio ao candidato petista nas imediações da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

A direção da universidade declarou que recebeu manifestações de preocupação de membros da comunidade acadêmica e destacou a ausência de autorização prévia, proibindo qualquer ato partidário para assegurar a proteção de todos no local.

Com informações da Agência Estado

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 14/10/2026 12:58 / atualizado em 14/10/2026 13:09
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