O mar aparece em quase toda esquina de Vitória, capital do Espírito Santo erguida sobre uma ilha que os indígenas chamavam de Guananira, a Ilha do Mel. Poucos brasileiros sabem que aqui está uma das cidades mais antigas do país.
A ilha que nasceu de uma batalha em 1551
Em 8 de setembro de 1551, os portugueses venceram um combate contra os índios Goitacazes e, entusiasmados, batizaram o local de Vila da Vitória. A capitania havia sido transferida da vizinha Vila Velha para uma ilha mais protegida por morros e pelo mar.
Essa origem faz de Vitória a terceira capital mais antiga do Brasil, atrás apenas de Recife e Salvador. A história oficial está registrada pela Prefeitura de Vitória, que também explica a geografia peculiar da cidade.

Por que Vitória é chamada de capital-arquipélago?
Porque o município é formado por 33 ilhas e uma porção continental, somando 93,38 km² ligados ao continente por sete pontes. A Ilha de Vitória, onde fica o Centro Histórico, é a maior delas.
Esse desenho compacto encurta distâncias e coloca praia, centro e montanha a poucos minutos um do outro. A mais famosa das ligações é a Terceira Ponte, cartão-postal capixaba que cruza a baía rumo a Vila Velha e rende as melhores vistas do conjunto.
O que visitar na capital capixaba?
O roteiro combina patrimônio do século XVI, praias urbanas e natureza a distâncias curtas. Boa parte das atrações fica na Ilha de Vitória.
- Palácio Anchieta: sede do governo estadual desde o século XVI, guarda o túmulo do padre José de Anchieta e oferece visitas guiadas gratuitas.
- Centro Histórico: casario colonial, a Catedral Metropolitana neogótica e a Capela de Santa Luzia, a mais antiga da cidade.
- Praia de Camburi: a mais extensa da cidade, com cerca de 6 km de orla estruturada para caminhada e esportes.
- Praça do Papa: mirante sobre a baía que abriga o Projeto Tamar e o instituto da baleia jubarte.
- Parque Pedra da Cebola: refúgio verde com trilhas, jardins e a curiosa pedra que dá nome ao lugar.
Vitória une infraestrutura moderna e praias deslumbrantes no Espírito Santo. O vídeo é do canal Melhores Cidades para Morar, que é referência em qualidade de vida urbana, e detalha os indicadores socioeconômicos que elegem a ilha capixaba como a melhor capital brasileira para viver:
O que comer na terra da moqueca?
A cozinha capixaba gira em torno dos frutos do mar e da panela de barro. A Ilha das Caieiras, bairro de tradição pesqueira, é o endereço clássico para comer sem pressa à beira do mangue.
- Moqueca capixaba: peixe e frutos do mar cozidos na panela de barro, sem dendê, o prato símbolo do estado.
- Torta capixaba: mistura de frutos do mar e palmito, tradicional na Semana Santa.
- Panela de barro de Goiabeiras: peça artesanal feita à mão pelas paneleiras, essencial para a moqueca de verdade.
O ofício das Paneleiras de Goiabeiras tem valor histórico raro: em 20 de dezembro de 2002, foi o primeiro bem inscrito no Livro de Registro dos Saberes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), marco inicial da política de patrimônio imaterial no Brasil.
Qual a melhor época para conhecer a cidade?
O clima tropical favorece o ano inteiro e a temperatura varia pouco entre as estações. O verão é mais quente e chuvoso, enquanto o outono e o inverno trazem dias secos e agradáveis para caminhar pela orla.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

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Como chegar à Ilha do Mel?
De carro, o acesso principal é a BR-101, que liga Vitória ao Rio de Janeiro, a 533 km, e ao sul da Bahia. De Belo Horizonte, são cerca de 544 km pela sinuosa BR-262. Quem chega de avião desembarca no aeroporto da capital, ao lado da Praia de Camburi.
Atravesse a ponte e conheça Vitória
Vitória reúne quase cinco séculos de história, praias dentro da cidade e uma moqueca que resume a alma capixaba em uma panela de barro. Poucas capitais oferecem tanto mar, patrimônio e sabor em distâncias tão curtas.
Você precisa atravessar a Terceira Ponte e conhecer Vitória, a capital-arquipélago onde o mar ainda aparece em quase toda janela.


