Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Moradora de apartamento térreo começa a alimentar diariamente 15 gatos de rua na janela da área de serviço, atraindo os animais para o interior do prédio e gerando mau cheiro, fezes nas garagens e infestação de pulgas; o condomínio aplica multas sucessivas de R$ 600 e a Justiça defere liminar proibindo a prática sob justificativa de risco à salubridade coletiva e clara violação ao Artigo 1.336 do Código Civil

Por Patrick Silva
22/08/2026
Em Notícias
Moradora de apartamento térreo começa a alimentar diariamente 15 gatos de rua na janela da área de serviço, atraindo os animais para o interior do prédio e gerando mau cheiro, fezes nas garagens e infestação de pulgas; o condomínio aplica multas sucessivas de R$ 600 e a Justiça defere liminar proibindo a prática sob justificativa de risco à salubridade coletiva e clara violação ao Artigo 1.336 do Código Civil

Alimentação diária de gatos atrai animais para dentro do condomínio e gera conflito envolvendo higiene e áreas comuns. - imagem ilustrativa

A aposentada Dona Lúcia começou a alimentar gatos de rua na janela do seu apartamento térreo, atraindo cerca de 15 animais famintos todos os dias. A boa ação gerou mau cheiro e pulgas, resultando em multas e em uma liminar proibindo a prática. A história de Lúcia é fictícia, mas ilustra por que o Código Civil proíbe atitudes que coloquem a salubridade coletiva do condomínio em risco.

Como começou o costume de Dona Lúcia com os animais?

Para quem ama os bichos, ignorar o miado de um felino faminto na calçada é uma tarefa emocionalmente muito difícil. No caso de Dona Lúcia, a janela da sua área de serviço ficava no nível da rua, facilitando o contato diário com os animais abandonados pelo bairro.

A intenção era apenas oferecer um pouco de conforto, colocando potes de ração e água fresca. O que começou com um único filhote escalou rapidamente, transformando o espaço em um verdadeiro refeitório para os gatos solitários de toda a vizinhança.

Moradora de apartamento térreo começa a alimentar diariamente 15 gatos de rua na janela da área de serviço, atraindo os animais para o interior do prédio e gerando mau cheiro, fezes nas garagens e infestação de pulgas; o condomínio aplica multas sucessivas de R$ 600 e a Justiça defere liminar proibindo a prática sob justificativa de risco à salubridade coletiva e clara violação ao Artigo 1.336 do Código Civil
Alimentação diária de gatos atrai animais para dentro do condomínio e gera conflito envolvendo higiene e áreas comuns. – imagem ilustrativa

O que aconteceu quando a quantidade de felinos aumentou?

A concentração diária dos bichos gerou consequências drásticas e inevitáveis para a rotina do edifício. Os potes de comida atraíram pragas, enquanto as garagens vizinhas foram tomadas por um odor insuportável de fezes e uma infestação de pulgas generalizada pelo térreo.

As reclamações informais dos moradores logo viraram penalidades oficiais no papel. A administração do prédio aplicou multas sucessivas de R$ 600 e, diante da recusa da idosa em parar, acionou a Justiça, que concedeu uma liminar ordenando a suspensão imediata daquela rotina.

Moradora de apartamento térreo começa a alimentar diariamente 15 gatos de rua na janela da área de serviço, atraindo os animais para o interior do prédio e gerando mau cheiro, fezes nas garagens e infestação de pulgas; o condomínio aplica multas sucessivas de R$ 600 e a Justiça defere liminar proibindo a prática sob justificativa de risco à salubridade coletiva e clara violação ao Artigo 1.336 do Código Civil
Alimentação diária de gatos atrai animais para dentro do condomínio e gera conflito envolvendo higiene e áreas comuns. – imagem ilustrativa

O que a legislação brasileira diz sobre o caso?

A atitude compassiva da moradora esbarra duramente nas regras que garantem a convivência e a sobrevivência em comunidade. O Código Civil brasileiro (Lei 10.406/2002) define os deveres inegociáveis de quem decide viver dividindo paredes e áreas de uso comum.

Leia Também

Filha reforma apartamento dos pais idosos por R$ 180 mil e descobre no inventário que os irmãos têm direito à valorização: sem guardar notas detalhadas das benfeitorias, a herdeira não conseguiu deduzir o investimento e o imóvel reformado entrou integralmente no cálculo da partilha

Filha reforma apartamento dos pais idosos por R$ 180 mil e descobre no inventário que os irmãos têm direito à valorização: sem guardar notas detalhadas das benfeitorias, a herdeira não conseguiu deduzir o investimento e o imóvel reformado entrou integralmente no cálculo da partilha

22/08/2026
Mulher constrói puxadinho nos fundos do terreno da sogra, investe R$ 150 mil economizados em 8 anos de casamento e, após o divórcio, é expulsa do local; ela descobre na Justiça que construções em terreno alheio pertencem ao dono da terra, restando apenas o direito de indenização se provar a boa-fé

Mulher constrói puxadinho nos fundos do terreno da sogra, investe R$ 150 mil economizados em 8 anos de casamento e, após o divórcio, é expulsa do local; ela descobre na Justiça que construções em terreno alheio pertencem ao dono da terra, restando apenas o direito de indenização se provar a boa-fé

22/08/2026
Morador instala cortina de vidro na varanda sem autorização da assembleia e condomínio entra na Justiça exigindo o desfazimento da obra com multa diária

Morador instala cortina de vidro na varanda sem autorização da assembleia e condomínio entra na Justiça exigindo o desfazimento da obra com multa diária

22/08/2026
Morador instala equipamentos de monitoramento no topo do muro de 2,20 metros com lentes apontadas para a área íntima do vizinho, registrando a rotina da família de forma contínua: a família afetada aciona o Juizado Especial Cível para exigir a remoção ou o reposicionamento dos aparelhos

Morador instala equipamentos de monitoramento no topo do muro de 2,20 metros com lentes apontadas para a área íntima do vizinho, registrando a rotina da família de forma contínua: a família afetada aciona o Juizado Especial Cível para exigir a remoção ou o reposicionamento dos aparelhos

21/08/2026

O artigo 1.336 dessa legislação determina categoricamente que o condômino não pode utilizar sua parte de maneira prejudicial ao sossego, à segurança e à salubridade dos possuidores. Atrair focos de parasitas para perto das casas configura infração direta a esse princípio básico.

Quais são os riscos da alimentação irregular no térreo?

Muitos defensores da causa animal consideram as punições cruéis, mas os tribunais julgam esse cenário com base na urgência da saúde coletiva. O ambiente urbano compartilhado não suporta concentrações de animais sem controle sanitário, vacinação e higiene minuciosa e contínua.

A comida exposta no peitoril atrai rapidamente roedores, baratas e pombos para a estrutura do edifício. A Justiça prioriza o bem-estar humano, evitando que crianças e idosos sejam expostos a parasitas e doenças infecciosas circulando livremente pelos corredores e garagens.

Leia também: Clínica de estética utiliza foto de paciente de “antes e depois” de procedimento de R$ 1.800 em anúncio pago de rede social sem termo assinado de autorização de imagem; paciente descobre ao ser abordada por conhecidos e ajuíza ação com base no Artigo 20 do Código Civil e na LGPD, obtendo indenização de R$ 25 mil por danos morais e obrigação de retirar os anúncios sob pena de multa diária.

A lei proíbe a proteção e o cuidado com animais de rua?

É compreensível questionar se as regras judiciais foram criadas apenas para punir quem tenta ajudar os mais vulneráveis. O ordenamento jurídico jamais penaliza a compaixão em si, mas delimita de forma rigorosa onde e como ela pode ser exercida.

A própria Constituição Federal defende amplamente a proteção à fauna. No entanto, o cuidado com os bichos exige uma estrutura adequada, não podendo ser terceirizado de forma compulsória para os vizinhos que não escolheram assumir esse pesado ônus sanitário.

O que muda quando comparamos a atitude da moradora com o caminho legal?

A diferença entre a generosidade isolada de Dona Lúcia e uma proteção animal efetiva não está no tamanho do sentimento, mas no ambiente escolhido. O erro foi transformar uma janela residencial apertada em um abrigo improvisado e sem filtros higiênicos.

A comparação entre o comportamento da idosa e o que a norma pede fica clara na tabela:

EtapaO que Dona Lúcia fezO que a lei exige
Alimentação (Local)Espalhou ração na janela da área de serviçoDemanda espaços distantes das áreas comuns
Impacto (Higiene)Causou mau cheiro e proliferação de pulgasGarante a proteção da saúde da coletividade
Limites (Postura)Ignorou os alertas e as punições do síndicoExige respeito absoluto às regras do prédio
Desfecho (Justiça)Sofreu multas pesadas e uma liminar severaAssegura a paz e a limpeza de todo o térreo

O que se aprende com a história de Dona Lúcia?

A história de Dona Lúcia é fictícia, mas as guerras em condomínios por causa de potes de ração nas calçadas lotam os tribunais cíveis diariamente. A vontade dela de aliviar a fome dos bichos não era o problema em questão. O erro limitante foi ignorar que o descontrole da situação ultrapassou os limites da sua janela, sequestrando o direito ao sossego e à limpeza de todos os outros pagantes da torre.

Quem realmente quer ajudar felinos abandonados precisa seguir esse roteiro: não espalhe comida solta nos limites do seu prédio ou nas lixeiras compartilhadas. Entre em contato com as ONGs cadastradas da sua cidade, ofereça-se para ser um lar temporário dentro das paredes do seu apartamento higienizado ou contribua financeiramente para manter abrigos já estruturados. É um passo mais distante do que apenas esticar o braço na sacada. Mas é a única forma de salvar os animais sem destruir a convivência pacífica no seu lar.

Tags: Código Civilgatos em condomíniomultassalubridade
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados