Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Casal se divorcia após 8 anos e disputa a posse de cão da raça Bulldog Francês, que necessita de medicação contínua e tratamento dermatológico de R$ 1.200 mensais; o ex-marido recusa qualquer custeio após sair de casa; Justiça fixa guarda compartilhada alternada por quinzena e arbitra obrigação de alimentos compensatórios para custeio de 50% das despesas veterinárias sob pena de execução

Por Patrick Silva
16/08/2026
Em Notícias
Casal se divorcia após 8 anos e disputa a posse de cão da raça Bulldog Francês, que necessita de medicação contínua e tratamento dermatológico de R$ 1.200 mensais; o ex-marido recusa qualquer custeio após sair de casa; Justiça fixa guarda compartilhada alternada por quinzena e arbitra obrigação de alimentos compensatórios para custeio de 50% das despesas veterinárias sob pena de execução

Após o divórcio, cuidados e despesas com o cachorro tornam-se parte de uma disputa entre os ex-cônjuges - imagem ilustrativa

Um casal encerrou uma união de oito anos e iniciou uma dura disputa pela guarda de cachorro no divórcio. O ex-marido saiu de casa e simplesmente se recusou a pagar o tratamento dermatológico de R$ 1.200 que o Bulldog Francês da família exigia mensalmente. A história de Camila e Roberto é fictícia, mas ilustra perfeitamente como a lei brasileira enxerga os animais de estimação e pune quem tenta fugir das despesas.

Como surgiu o vínculo da família com o animal?

Camila e Roberto viveram uma relação estável e decidiram adotar um Bulldog Francês para alegrar a casa. Durante os longos oito anos de casamento, o pequeno animal de raça se tornou o verdadeiro centro das atenções, recebendo todo o carinho diário, conforto e os brinquedos mais caros que um bom lar de classe média poderia oferecer.

A ligação afetiva construída ali era inegável e muito profunda. Enquanto a mulher gerenciava a rotina da casa e da saúde, o marido era o principal parceiro de passeios noturnos, tratando o bicho não como um mero objeto, mas como um autêntico animal de estimação e um membro absurdamente querido daquele moderno arranjo familiar.

Casal se divorcia após 8 anos e disputa a posse de cão da raça Bulldog Francês, que necessita de medicação contínua e tratamento dermatológico de R$ 1.200 mensais; o ex-marido recusa qualquer custeio após sair de casa; Justiça fixa guarda compartilhada alternada por quinzena e arbitra obrigação de alimentos compensatórios para custeio de 50% das despesas veterinárias sob pena de execução
Após o divórcio, cuidados e despesas com o cachorro tornam-se parte de uma disputa entre os ex-cônjuges – imagem ilustrativa

O que aconteceu após a separação definitiva?

O desgaste irreversível da relação conjugal culminou em um doloroso divórcio litigioso, fazendo com que o ex-marido fizesse as malas rapidamente para morar sozinho. Ao sair do imóvel que dividiam, ele declarou friamente que não tinha mais nenhum interesse em manter o convívio e nenhuma obrigação financeira sobre a rotina da casa.

O choque financeiro e emocional para a mulher foi imediato. O cão da família precisava de um cuidado dermatológico contínuo e medicações específicas que custavam impressionantes R$ 1.200 mensais. Ao ser cobrado, o homem recusou qualquer custeio, afirmando de forma ríspida que a conta do veterinário era um problema exclusivo da ex-esposa.

Casal se divorcia após 8 anos e disputa a posse de cão da raça Bulldog Francês, que necessita de medicação contínua e tratamento dermatológico de R$ 1.200 mensais; o ex-marido recusa qualquer custeio após sair de casa; Justiça fixa guarda compartilhada alternada por quinzena e arbitra obrigação de alimentos compensatórios para custeio de 50% das despesas veterinárias sob pena de execução
Após o divórcio, cuidados e despesas com o cachorro tornam-se parte de uma disputa entre os ex-cônjuges – imagem ilustrativa

Mas afinal, o que a lei brasileira diz sobre animais no divórcio?

E se a recusa do homem parecia justificada pela antiga visão de que bichos são apenas propriedades descartáveis, a Justiça atual pensa de forma diametralmente oposta. Embora o Código Civil ainda classifique formalmente os animais como bens semoventes (coisas que se movem), os tribunais modernizaram intensamente a aplicação dessas velhas regras.

Leia Também

Ex-marido sai de casa após separação e passa 4 anos sem contribuir com as despesas do imóvel de R$ 380 mil; mulher aciona a Justiça e descobre que o artigo 1.240-A do Código Civil permite pedir a propriedade integral por usucapião familiar

Ex-marido sai de casa após separação e passa 4 anos sem contribuir com as despesas do imóvel de R$ 380 mil; mulher aciona a Justiça e descobre que o artigo 1.240-A do Código Civil permite pedir a propriedade integral por usucapião familiar

09/09/2026
Aposentada faz o testamento no cartório com a neta ao lado

Aposentada quer deixar o apartamento para a neta que cuida dela, descobre que só pode dispor de metade dos bens por causa dos filhos e que o testamento público custa entre R$ 350 e R$ 2,5 mil, conforme o estado; o Código Civil aceita o documento feito em qualquer cartório de notas

06/09/2026
ocultar bens no divórcio

Marido transfere carro de R$ 90 mil para terceiro antes do divórcio para esconder patrimônio, mas Justiça reconhece fraude e determina compensação na partilha

05/09/2026
Viúva diante dos documentos que adiou por dois anos

Viúva adia o inventário do marido por 2 anos para não mexer nas contas, descobre que o prazo legal é de 2 meses e que o estado cobra multa sobre o ITCMD, que em São Paulo chega a 20%, e ainda não consegue vender o carro nem transferir o apartamento de R$ 380 mil

05/09/2026

O Superior Tribunal de Justiça consolidou o forte entendimento de que os pets são seres sencientes, dotados de sensibilidade e merecedores de proteção contínua. Por isso, as Varas de Família passaram a determinar obrigações financeiras reais para quem rompe o vínculo conjugal, mas deixa um animal adoentado para trás.

Leia também: Consumidora adquire sofá retrátil de 2,40 metros por R$ 5.200 em loja física, descobre na entrega que o móvel não passa pelo elevador do prédio e o estabelecimento exige R$ 1.300 de taxa de retenção para cancelar a venda; o PROCON notifica a empresa com base no Artigo 6º do CDC

Quais foram as ordens impostas pela Justiça ao ex-marido?

A tentativa de fugir das pesadas faturas clínicas não prosperou perante o magistrado. O juiz analisou as provas do forte vínculo afetivo anterior do casal e aplicou diretrizes rígidas para garantir o bem-estar do cão, independentemente do fim do matrimônio. As determinações legais protetivas foram as seguintes:

🐶
Guarda alternada
O convívio foi dividido formalmente, estabelecendo que o cachorro passaria exatos quinze dias na casa de cada um dos tutores.
💳
Pensão pet
A fixação de alimentos compensatórios obriga o ex-marido a transferir 50% do valor do tratamento médico todos os meses.
⚖️
Pena de execução
O atraso ou calote no pagamento do boleto veterinário permite o bloqueio judicial direto nas contas bancárias do devedor.

O que muda quando comparamos a atitude de Roberto com o caminho legal?

A grande diferença entre o completo abandono material promovido por Roberto e um divórcio juridicamente responsável não está no fim do sentimento amoroso entre o casal, mas na responsabilidade solidária assumida lá atrás sobre uma vida dependente e frágil.

A comparação entre a fuga financeira ilícita do ex-marido e o que a justiça nacional exige fica bastante clara na tabela:

EtapaO que Roberto fezO que a lei exige
Convívio A guardaAbandonou o contato com o cãoGuarda compartilhada quinzenal
Despesas A clínicaRecusou pagar os R$ 1.200Custeio exato e fixo de 50%
Status A classificaçãoTratou o cão como móvel velhoRespeito ao ser senciente
Atraso A puniçãoAchou que ficaria totalmente impuneExecução de bens e de contas

O que se aprende com a história de Camila e Roberto?

A história de Camila e Roberto é fictícia, mas as secretarias judiciais estão lotadas de ex-parceiros disputando o boleto do veterinário. A adoção conjunta feita no passado não era o problema dessa relação, pois gerou anos de alegria. O erro inaceitável foi do rapaz, que decidiu pular a etapa de decência afetiva e tentou largar o ônus financeiro de uma vida adoentada exclusivamente nas costas de quem ficou.

Quem realmente quer formalizar a posse e o custeio de um animal após a separação precisa seguir esse roteiro: buscar a mediação amigável antes do conflito estourar, listar todos os gastos fixos mensais com ração e saúde, definir uma rotina razoável de visitas ou alternância de lares e homologar todo o acordo financeiro perante um juiz. É um diálogo muito mais maduro e trabalhoso do que simplesmente bater a porta e ir embora com o bolso cheio. Mas é o que protege o bem-estar do bicho e evita bloqueios humilhantes na conta bancária.

Tags: direito de famíliadivórcioguarda compartilhadapensão pet
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados