Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Após decisão judicial conceder a posse provisória da residência de R$ 380 mil à ex-mulher e aos filhos, o homem solicita o corte do fornecimento de energia e água na concessionária; a Justiça concede liminar determinando o religamento imediato sob pena de multa diária

Por Daniely Cardoso
25/08/2026
Em Notícias
Durante o processo litigioso de divórcio, Carlos e Renata não chegaram a um consenso financeiro sobre a partilha da casa

Durante o processo litigioso de divórcio, Carlos e Renata não chegaram a um consenso financeiro sobre a partilha da casa

Após a separação, Carlos tentou acelerar a desocupação do imóvel de R$ 380 mil solicitando o corte de luz após divórcio junto às concessionárias. O imóvel abrigava a ex-esposa e os filhos sob decisão judicial. O tribunal determinou a religação imediata sob multa diária de R$ 1.000. A história é fictícia, mas retrata conflitos comuns na partilha de bens.

Como começou o conflito sobre a posse do imóvel da família?

Durante o processo litigioso de divórcio, Carlos e Renata não chegaram a um consenso financeiro sobre a partilha da casa. Enquanto a venda do bem não ocorria, o juiz determinou que ela permanecesse na residência com os dois filhos menores.

Inconformado com a demora na venda da propriedade, Carlos decidiu agir por conta própria. Como as faturas de energia e saneamento estavam em seu nome, ele acreditava ter o direito de suspender os cadastros contratuais quando quisesse.

Enquanto a venda do bem não ocorria, o juiz determinou que ela permanecesse na residência com os dois filhos menores.

Leia também: Morador usa a piscina do condomínio e sofre um corte profundo no pé devido a um azulejo quebrado no fundo, precisando de pontos e afastamento temporário do trabalho. O condomínio é condenado a cobrir todos os custos médicos, lucros cessantes e danos morais, respondendo civilmente pela negligência e omissão na manutenção segura das áreas de lazer coletivas.

O que aconteceu quando os serviços de água e luz foram cortados?

Sem qualquer aviso prévio, os técnicos compareceram à residência e interromperam o fornecimento básico. Renata e as crianças ficaram sem refrigeração de alimentos, iluminação e saneamento, gerando uma situação de constrangimento ilegal e desamparo no lar.

A defesa da moradora acionou o plantão judiciário imediatamente para relatar a coação. O magistrado reconheceu o perigo de dano à família e expediu ordem urgente para o restabelecimento imediato dos serviços sob pena de desobediência.

Leia Também

Pai deixa de pagar três parcelas consecutivas de pensão alimentícia de R$ 800 e acumula dívida de R$ 2.400; responsável pelo filho entra com execução e pede prisão civil do devedor, medida que pode ser determinada pelo juiz pelo prazo de 1 a 3 meses

Pai deixa de pagar três parcelas consecutivas de pensão alimentícia de R$ 800 e acumula dívida de R$ 2.400; responsável pelo filho entra com execução e pede prisão civil do devedor, medida que pode ser determinada pelo juiz pelo prazo de 1 a 3 meses

23/08/2026
Um pai deixa de pagar a pensão alimentícia, acumula dívidas e não possui bens em seu nome. A mãe da criança aciona a Justiça e consegue transferir a obrigação do pagamento para os avós paternos, que passam a ter parte de suas aposentadorias retidas

Um pai deixa de pagar a pensão alimentícia, acumula dívidas e não possui bens em seu nome. A mãe da criança aciona a Justiça e consegue transferir a obrigação do pagamento para os avós paternos, que passam a ter parte de suas aposentadorias retidas

21/08/2026
Em outubro de 2004, um casal ficou noivo e ele comprou com dinheiro próprio o apartamento onde planejavam morar. Casaram-se em 2006 e, no divórcio dois anos depois, o STJ afastou a partilha porque antes havia namoro qualificado.

Em outubro de 2004, um casal ficou noivo e ele comprou com dinheiro próprio o apartamento onde planejavam morar. Casaram-se em 2006 e, no divórcio dois anos depois, o STJ afastou a partilha porque antes havia namoro qualificado.

20/08/2026
Durante partilha de bens em divórcio litigioso, marido declara não possuir economias guardadas, mas laudo pericial financeiro descobre a conversão de R$ 180 mil de uma conta conjunta para carteiras não rastreáveis de Bitcoin meses antes da separação; o juiz caracteriza a manobra como fraude à meação matrimonial e determina o bloqueio imediato das contas bancárias e bens pessoais do ex-cônjuge para compensar a quota-parte da esposa.

Durante partilha de bens em divórcio litigioso, marido declara não possuir economias guardadas, mas laudo pericial financeiro descobre a conversão de R$ 180 mil de uma conta conjunta para carteiras não rastreáveis de Bitcoin meses antes da separação; o juiz caracteriza a manobra como fraude à meação matrimonial e determina o bloqueio imediato das contas bancárias e bens pessoais do ex-cônjuge para compensar a quota-parte da esposa.

19/08/2026

Mas afinal, o que o Código Civil realmente diz sobre posse e abuso de direito?

A propriedade formal não concede poder irrestrito sobre quem detém a moradia legal. Pelo texto da Lei 10.406/2002, o titular comete ato ilícito ao exercer seu direito de forma manifestamente abusiva aos bons costumes e à boa-fé.

O ordenamento jurídico protege a posse direta concedida judicialmente contra qualquer ato de turbação. Cortar utilidades públicas essenciais configura abuso de direito e enseja reparação civil por danos morais contra o infrator.

Quais são as medidas judiciais imediatas contra a interrupção de serviços essenciais?

Para reverter cortes arbitrários com rapidez, a legislação processual disponibiliza a tutela provisória de urgência, prevista na Lei 13.105/2015. O mecanismo permite intervenção estatal célere antes do julgamento final da partilha.

Para assegurar o cumprimento da ordem de religamento, o juiz pode aplicar astreintes, que são penalidades financeiras progressivas. A cobrança de R$ 1.000 por dia recai diretamente sobre o patrimônio pessoal de quem descumprir a determinação.

Para reverter cortes arbitrários com rapidez, a legislação processual disponibiliza a tutela provisória de urgência, prevista na Lei 13.105/2015.

O titular da conta pode usar o corte de energia como pressão pessoal?

A titularidade formal das contas de consumo não autoriza atos de vingança privada ou coerção patrimonial. O princípio da dignidade da pessoa humana, resguardado pela Constituição Federal, impede que necessidades básicas sejam instrumentalizadas para pressionar acordos.

A jurisprudência brasileira estabelece que divergências sobre custos de moradia devem ser resolvidas em juízo por meio de ação de arbitramento de aluguel, e nunca por atos que retirem as condições mínimas de habitabilidade da família.

O que muda quando comparamos a atitude de Carlos com o caminho legal?

A diferença entre a atitude precipitada de Carlos e uma conduta regular não está na vontade legítima de resolver a partilha, mas no método adotado.

A comparação entre o caminho que Carlos seguiu e o que a lei exige fica clara na tabela:

EtapaO que Carlos fezO que a lei exige
Custos Pagamento das faturasCortou os serviços essenciaisPedir transferência de titularidade
Moradia Uso do imóvelTentou expulsão forçadaRespeitar a posse judicial
Compensação Uso exclusivo do bemUsou coação privadaRequerer arbitramento de aluguel
Conflito Impasse financeiroDesrespeitou a ordem judicialApresentar recurso no tribunal
Desfecho Solução da partilhaRecebeu multa e sançõesConcluir a divisão na Justiça

O que se aprende com a história de Carlos?

A história de Carlos é fictícia, mas ilustra um erro frequente em litígios patrimoniais familiares. A vontade dele de definir a divisão dos bens não era o problema. O erro foi tentar fazer justiça pelas próprias mãos mediante corte de serviços básicos da casa.

Quem realmente quer resolver a partilha do imóvel precisa seguir esse roteiro: solicitar em juízo a transferência das faturas para quem ocupa a casa, pleitear indenização pelo uso exclusivo e formalizar a venda do bem. O processo é mais lento do que atitudes impulsivas. Mas é o que separa a segurança patrimonial de multas pesadas e processos judiciais.

Tags: direito de famíliadivórciopossetutela de urgência
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados