CEILÂNDIA

Bombeiro militar que apalpou seio de adolescente no DF é liberado pela Justiça

O sargento Claudiney Valadares cometeu o crime contra uma adolescente de 14 anos em um supermercado, na sexta-feira (4/6). Preso por importunação sexual, o acusado acabou solto neste sábado (5/6), sem pagar fiança

Edis Henrique Peres
postado em 05/06/2021 23:48 / atualizado em 05/06/2021 23:51
Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento registraram momento da ação -  (crédito: Reprodução)
Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento registraram momento da ação - (crédito: Reprodução)

A Justiça do Distrito Federal expediu, neste sábado (5/6), um alvará de soltura para o sargento do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) preso por importunação sexual. Claudiney Valadares Lula, 48 anos, foi detido em flagrante na sexta-feira (4/6), após passar a mão no seio de uma adolescente de 14 anos dentro de um supermercado em Ceilândia.

O alvará de soltura, assinado pelo Juiz Aragonê Nunes Fernandes, autorizou a liberação de Claudiney sem pagamento de fiança e com proibição para que ele não deixe o DF por mais de um mês, não mude de endereço nem visite o mesmo supermercado em que foi preso. O bombeiro também não poderá entrar em contato com a vítima ou os familiares.

A ação de Claudiney ficou registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento. As imagens mostram o momento em que a adolescente passava por um corredor com a mãe e com o irmão. O militar, que caminhava no sentido contrário, apalpou o seio da jovem. Assustada, a vítima avisou os familiares.

Mesmo assim, o sargento negou que havia encostado na adolescente. Os familiares pediram ajuda aos funcionários do mercado e tiveram acesso ao vídeo das câmeras de segurança, que permitiu ver a ação do bombeiro.

Após o crime, os clientes da loja detiveram Claudiney e acionaram a Polícia Militar, que o prendeu e levou à Delegacia de Atendimento Especial à Mulher 2 (Deam II), em Ceilândia. Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação acompanha os procedimentos e, "confirmando-se a veracidade das informações, como de praxe, tomará todas as medidas administrativas cabíveis e necessárias para o caso".

Se condenado pela Justiça, Claudiney pode receber pena de reclusão entre um e cinco anos. 

Alvará de soltura

O juiz Aragonê, que assinou o alvará de soltura de Claudiney, é o mesmo que, em 2018, mandou soltar Vinícius Rodrigues de Sousa, acusado de agredir e tentar matar Tauane Morais, com quem ele teve dois filhos. Três dias após a liberação, o acusado matou a então companheira com 20 golpes de faca. Na ocasião, Aragonê se defendeu dizendo que não tinha "bola de cristal" para prever o feminicídio.

 

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