Golpe

PCDF prende dupla de traficantes que aplicava golpe do bilhete premiado

O casal atuava em diversas regiões da capital do DF e entorno. Eles foram detidos na última quinta com mandado de prisão preventiva

Edis Henrique Peres
postado em 11/06/2021 14:00
O casal aplicava o golpe do bilhete premiado em diversas regiões do DF e Entorno -  (crédito: PCDF/Divulgação)
O casal aplicava o golpe do bilhete premiado em diversas regiões do DF e Entorno - (crédito: PCDF/Divulgação)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quinta-feira (10/6), um casal que aplicava golpes contra idosos. A dupla agia em diversas regiões da capital do país. Até o momento, os agentes já localizaram sete ocorrências da ação do casal no DF e entorno, como Ceilândia, Recanto das Emas, Brazlândia, Gama, Samambaia e Novo Gama. Há suspeita da ação da dupla também no Rio de Janeiro.

Com o mandado de prisão preventiva, os policiais da 27ª Delegacia de Polícia prenderam o casal em Ceilândia, na QNM 23. Na casa, os agentes encontraram a quantia de R$ 9,5 mil e U$ 13. Segundo as investigações policiais, o dinheiro vem dos golpes que o casal aplicava.

A dupla abordava as pessoas nas ruas e mostrava um suposto bilhete premiado da loteria. Eles diziam que não sabiam como sacar o dinheiro da Caixa Econômica Federal e, por isso, propunham uma parceria, com a divisão do prêmio com a vítima, caso ela os ajudasse e pagasse uma garantia em dinheiro.

Após as vítimas entregarem a quantia aos golpistas, os criminosos a despistavam e desapareciam. O alvo da dupla eram, em sua maioria, idosos e pessoas humildes, que, inocentemente, tentavam ajudar o casal de estelionatários. A dupla chegou a conseguir, em um único golpe, R$ 87 mil.

A investigação da polícia começou depois de uma ação do casal no Recanto das Emas, em fevereiro deste ano, em que uma mulher de 67 anos perdeu R$ 2 mil.

“É uma dupla perigosa. Eles deram prejuízo para diversas pessoas e viviam com a prática dos golpes. Fraudavam o bilhete com a numeração condizente com a premiação e diziam que não sabiam como retirar a quantia. Com isso, as vítimas caiam no golpe”, explica Pablo Aguiar, delegado-chefe da 27ª DP.

 

 

 

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