Justiça

Tribunal do DF condena homem que tentou matar ex-namorada com uso de fogo

Decisão do Tribunal do Júri de Brasília condenou Alessandro Jhon da Silva Santos a sete anos, dois meses e 20 dias de prisão por atear fogo na ex-companheira. Caso ocorreu às margens do Lago Paranoá

Correio Braziliense
postado em 24/11/2021 21:08
A denúncia do Ministério Público do DF foi acolhida pelos jurados em sua totalidade -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 2/4/2018)
A denúncia do Ministério Público do DF foi acolhida pelos jurados em sua totalidade - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 2/4/2018)

O Tribunal do Júri de Brasília condenou Alessandro Jhon da Silva Santos a sete anos, dois meses e 20 dias de prisão por tentar matar a ex-namorada com uso de fogo. O acusado deve ficar recluso em regime inicial fechado, por homicídio qualificado e crime tentado. O caso ocorreu em 3 de outubro de 2020, às margens do Lago Paranoá. A condenação foi decidida na última quarta-feira (17/11).

Nos autos do processo do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT), a informação de que o acusado tentou atear fogo no corpo da vítima, no Lago Norte. No próprio carro, o agressor, acompanhado de dois amigos, forçou a mulher a entrar no veículo e a conduziu, sob ameaças, a um gramado próximo, em um lugar escondido.

O acusado, então, derramou um galão de gasolina na cabeça e no corpo da vítima. Neste momento, uma viatura da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apareceu no local e a vítima saiu do carro correndo e pediu socorro.

Para o Ministério Público do DF, que denunciou o caso, a ação criminosa teve "motivação torpe, consistente no sentimento de posse mantido pelo acusado, que se negava a aceitar o fim do relacionamento com a vítima". Houve, também, o entendimento de que vítima foi surpreendida, enquanto estava distraída em momento de lazer com amigos.

A denúncia do Ministério Público do DF foi acolhida pelos jurados em sua totalidade. Diante disso, o juiz presidente do Júri condenou o réu por tentativa de homicídio, com as quatro qualificadoras indicadas, decidindo pela manutenção da prisão, que não poderá recorrer em liberdade.

Por meio de mensagem, a advogada do condenado, Daniella Visona Barbosa, esclarece que pretende recorrer da decisão, mesmo que ainda não haja o recurso de apelação disponível.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

CONTINUE LENDO SOBRE