ESTELIONATO

Polícia prende dois por golpes contra distribuidores e atacadistas do DF

Suspeitos integravam organização criminosa especializada nesse tipo de crime. Trabalhos de investigação duraram mais de um ano. Agora, polícia tenta encontrar novas vítimas

Correio Braziliense
postado em 06/12/2021 21:21 / atualizado em 06/12/2021 21:28
Itens apreendidos nesta segunda-feira (6/12) -  (crédito: Divulgação/PCDF)
Itens apreendidos nesta segunda-feira (6/12) - (crédito: Divulgação/PCDF)

Duas pessoas foram presas preventivamente nesta segunda-feira (6/12), durante uma ação da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) que investigava uma organização criminosa especializada em aplicar golpes contra distribuidores e atacadistas. O trabalho de acompanhamento dos crimes durou cerca de um ano. Agora, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) continuará os trabalhos, na tentativa de identificar novas vítimas dos estelionatários.

Os dois alvos presos são líderes da organização criminosa. O primeiro deles, David dos Santos Freire,  atuava como gerente da célula responsável pela prática dos estelionatos. O segundo, Edilson do Vale, integrava esse núcleo e, nas eleições municipais de 2020, tentou se eleger vereador de Planaltina (GO).

Ao longo das investigações, outras pessoas foram detidas em flagrante e temporariamente. Além disso, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão de veículos, mercadorias e conseguiram bloqueios de valores milionários em dinheiro. As provas coletadas nessa etapa das apurações deram base à elaboração do inquérito policial que permitiu desarticular a organização criminosa.

As informações resultaram no registro de denúncias contra 12 investigados, por mais de 110 crimes, como lavagem de dinheiro, receptação qualificada, estelionato, falsificação de documento público e privado, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Golpes

As mercadorias fruto dos estelionatos eram recebidas em três mercados de Planaltina (DF) e revendidas por preços abaixo do praticado no comércio, para ajudar a eliminar eventuais provas. Administrador dos estabelecimentos comerciais e chefe da organização, Rafael Silva da Costa ficava responsável pelo financiamento das atividades do grupo criminoso.

A organização contava, inclusive, com um núcleo de contabilidade, responsável pela abertura de empresas em nome de terceiros, movimentação contábil e emissão de certificados digitais para viabilizar as fraudes. A polícia indiciou um contador, uma certificadora digital e um jovem que seria "laranja" do grupo.

Já o núcleo responsável pela lavagem de dinheiro era gerenciado por um parente e sócio do líder. A atividade consistia na compra de veículos com parte do dinheiro obtido por meio dos crimes, mas registrados em nome de terceiros — geralmente, funcionários dos mercados —, para dissimular a origem ilícita das quantias.

Com informações da Polícia Civil do Distrito Federal

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