CRIME

Hospital divulga novo boletim de crianças atropeladas em Ceilândia

Das cinco meninas atingidas no domingo (22/5), quatro estão internadas em UTI pediátrica e somente uma não apresenta gravidade. A quinta vítima teve alta nesta terça-feira (24/5)

Correio Braziliense
postado em 24/05/2022 20:47
 (crédito: Fotos: Carlos Vieira/CB)
(crédito: Fotos: Carlos Vieira/CB)

Quatro crianças atropeladas por um motorista bêbado e inabilitado em Ceilândia, no domingo (22/5), seguem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital de Base. Apenas uma vítima não apresenta quadro grave e respira sem a ajuda de aparelhos.

Ao todo, cinco meninas foram atingidas por Francisco Manoel da Silva, 53 anos, enquanto atravessavam a faixa de pedestres. Maria Eduarda da Silva Moura, 10, recebeu alta nesta terça-feira (24/5) e está em casa.

De acordo com o último boletim do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges), emitido às 19h20 desta terça (24/5), "três crianças permanecem com os quadros inalterados; e uma está bem e mantém observação sem gravidade".

Francisco atropelou as cinco meninas enquanto atravessavam a faixa de pedestres, em Ceilândia Norte. Ele tentou fugir, mas foi detido por pessoas e motociclistas que presenciaram o crime. Policiais militares tiveram de conter a população, que pretendia linchar o motorista.

Em exame no Instituto de Medicina Legal (IML), foi constatada a embriaguez do condutor, que afirmou à polícia ter consumido uma dose de uísque. Ele estava sem a carteira de habilitação.

Francisco passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, na manhã desta terça-feira (24/5). A decisão foi da juíza de direito Monike de Araújo Cardoso, do Núcleo de Custódia de Ceilândia. A defesa de Francisco chegou a pedir a liberdade provisória do cliente, mas a juíza entendeu que o crime chocou toda a população do DF pela gravidade, e que houve caráter doloso nas ações do motorista.

A defesa, porém, pretende recorrer da decisão. "O crime deveria ser tipificado como culposo, e não como doloso", alegou o advogado de Francisco Abraão Carvalho ao Correio.

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