Crime

Jovem é alvo de mandado de busca e apreensão por golpe do PIX Premiado

O rapaz de 22 anos, morador da Cidade Ocidental (GO), afirmou para a polícia que praticava o golpe há cerca de quatro anos, além de ter diversas passagens por outros crimes

Correio Braziliense
postado em 05/07/2022 15:09
 (crédito: PCDF)
(crédito: PCDF)

Um jovem de 22 anos foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta terça-feira (5/7), por suspeita de envolvimento com golpes utilizando Pix. Após autorização judicial, os agentes da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) cumpriram um mandado de busca e apreensão no endereço do suspeito, localizado na Cidade Ocidental (GO).

O alvo das buscas informou para os agentes que atua com a prática de golpes há cerca de quatro anos. Ele possui passagens por crimes de extorsão, de extorsão mediante sequestro, de receptação, de porte de arma de uso permitido, de posse de drogas para uso próprio e de estelionato. Segundo o golpista, ele concluiu o ensino médio e está desempregado.

O esquema, chamado de Pix Premiado ou Rei do Pix, vem se tornando cada vez mais popular. Segundo a polícia, o golpe é divulgado livremente nas redes sociais. Em troca de um depósito inicial com valor baixo é prometida uma oferta de altos valores. A operação foi intitulada “Pix Premiado” por ser uma das expressões usadas pelos perfis adeptos da prática criminosa na internet.

De acordo com a polícia, alguns golpistas são mais discretos e pedem que os interessados entrem em contato pelo WhatsApp. Outros já exibem diretamente nas redes sociais os valores e contas para as quais a transferência pode ser realizada, além de mostrar fotos para comprovar os montantes enviados e a satisfação dos “clientes”.

Em todos os casos, os “clientes” não têm a garantia de que receberão o montante de volta, muito menos valores maiores do que os depositados para os golpistas. A polícia ressalta que, de outra forma, os criminosos usam contas de pessoas que perderam acesso às redes sociais.

"Em outras ocasiões, os indivíduos, de posse de alguma rede social, publicam essa tabela no perfil de conhecido e dá a garantia a essa pessoa. 'Olha, eu sou seu amigo e se esse valor não voltar pode cobrar', lembrando que essa conta foi hackeada anteriormente", destaca o Delegado do caso Dário Freitas, que acrescenta que as investigações irão avançar para identificar outros autores que cooperaram com esse suspeito.

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