Tragédia

Amigos e familiares se despedem da sexta vítima de incêndio no Paranoá

Luiz Gustavo Komka, 21 anos, vítima de um incêncio na Comunidade Terapêutica Liberte-se, foi velado e sepultado nesta quarta-feira (24/9). Ele estava internado desde 31/8, mas não resistiu aos ferimentos

O corpo de Luiz foi velado e sepultado no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul -  (crédito: Luiz Fellipe Alves/CB/D.A.Press)
O corpo de Luiz foi velado e sepultado no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul - (crédito: Luiz Fellipe Alves/CB/D.A.Press)

O corpo de Luiz Gustavo Ferrugem Komka, 21 anos, a sexta vítima de um incêncio na Comunidade Terapêutica Liberte-se, no Paranoá, foi velado e sepultado nesta quarta-feira (24/9), no cemitério Campo da Esperança da Asa Sul.

Com roupas coloridas, familiares e amigos prestaram as últimas homenagens a Luiz Gustavo. O gesto, segundo a família, mostra a alegria que o jovem tinha pela vida.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Ao Correio, Carlos Eduardo definiu o irmão gêmeo como um herói. “Sempre foi o meu camisa 10, minha inspiração. Ele morreu tentando salvar os colegas na clínica”, afirmou.

Em meio à forte emoção de perder o irmão, Cadu, como é chamado, se revoltou pelas condições da comunidade terapêutica onde ocorreu a tragédia. “É um sentimento de revolta com os donos da Liberte-se. Esse lugar não tem condições de acolher tantas pessoas”, comentou.

Isabella Ferrugem, tia da vítima, afirmou que o sobrinho teve uma redenção heróica. "Mesmo estando a salvo, ele fez questão de voltar para tentar salvar os outros. Era um menino incrível, tinha muito amor nele", comentou.

Irmã de Isabella, Rafaella Ferrugem afirma que vai guardar boas memórias com o sobrinho. "Ele completou a jornada dele aqui. Apesar do sofrimento, por causa das queimaduras, vou sempre me lembrar da forma poética como ele se foi", acrescentou.

Revolta

Ainda consternado pela partida do irmão, Cadu desabafou sobre o episódio. "Ver minha mãe sofrendo pela morte do meu irmão é revoltante. Uma revolta geral, contra a clínica, contra o dono, contra os funcionários. Não tinha uma estrutura decente para acolher todo mundo. Eles arrancaram uma parte de mim", destacou.

Para Cadu, o irmão merece todas as homenagens. "Ainda estou muito perplexo com o que aconteceu. Queria poder fazer mais pelo meu irmão. Neste momento, estou focado em ajudar minha mãe, ela vai precisar muito de mim. Vou ser forte por ela", acrescentou.

O caso

Na madrugada de 31 de agosto, um incêndio atingiu o quarto onde 21 internos dormiam em uma das unidades da Comunidade Terapêutica Liberte-se, no Paranoá. Cinco pessoas morreram no local e outras 11 ficaram feridas, entre elas Luiz Gustavo Komka, que morreu na segunda-feira (21/9).

 

  • Google Discover Icon
postado em 24/09/2025 18:00
x