Novos depoimentos colhidos pela Polícia Civil (PCDF) reforçam a hipótese de possível homicídio culposo — quando não há intenção de matar — na morte de Allany Fernanda, 13 anos, baleada na cabeça em 3 de novembro, no Sol Nascente.
Apesar dos relatos, o caso é tratado como feminicídio. O autor do disparo, Carlos Eduardo Pessoa, 20, segue preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele alega acidente. Na versão, disse que, um dia antes do disparo, saiu para um bar em Ceilândia com a namorada dele e ainda com Allany, o namorado dela e uma amiga da vítima. Já de madrugada, deixou a própria companheira em casa e seguiu para a kitnet dele, na quadra 92 do Sol Nascente — acompanhado dos três jovens.
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Em depoimento, o suspeito disse que o grupo pediu, pelo aplicativo de entrega, sanduíches e uma pizza de chocolate. “Ele relatou que todos estavam tranquilos, comendo. No momento em que a amiga de Allany levantou para buscar mais um pedaço, houve um disparo. Ele alega que estava manuseando a arma, quando efetuou um disparo acidental”, detalhou o advogado Paulo Sérgio de Melo.
Na semana passada, a PCDF ouviu os dois jovens que estavam na kitnet — a amiga e o namorado de Allany. Ambos confirmaram a versão de acidente e disseram que a arma havia sido municiada por Allany num momento de brincadeira.
Marcas
Laudos iniciais apontaram marcas de mordidas no peito e no braço de Carlos e no pescoço de Allany. À polícia, o namorado de Allany disse que as marcas eram dele. Contou que os dois namoravam havia três meses.
O caso segue em investigação pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam 2).
