
Um soldado do Exército preso em flagrante pelo assassinato de Maria de Lourdes Freire, a militar de 25 anos encontrada carbonizada em uma área do Setor Militar Urbano, em Brasília, afirmou em depoimento à Polícia Civil que o crime ocorreu após uma discussão motivada por um suposto relacionamento extraconjugal. Ao Correio, um primo de Maria negou que ela tenha tido qualquer relacionamento com Kelvin e supôs uma possível perseguição do autor contra a militar.
Segundo o relato do investigado, ele mantinha um envolvimento amoroso com a vítima. Ainda de acordo com sua versão, a discussão começou quando a militar teria exigido que ele encerrasse o relacionamento com a namorada e assumisse publicamente a suposta relação entre os dois.
O suspeito afirmou que, durante o desentendimento, a mulher teria sacado uma arma de fogo e tentado alimentá-la com munição. Na versão, disse ter segurado a pistola com uma das mãos, enquanto, com a outra, alcançou uma faca militar presa à própria cintura.
Nesse momento, segundo o depoimento, ele desferiu um golpe no pescoço da vítima, que caiu no chão. “Em seguida, afirmou ter utilizado álcool e um isqueiro para provocar o incêndio no local antes de fugir, levando consigo a arma da mulher”, detalhou o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Paulo Noritika.
O suspeito foi localizado pouco tempo depois e confessou o crime na delegacia. Ele foi autuado pelos crimes de feminicídio, furto de arma de fogo, incêndio e fraude processual.

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