
Personalidades que contribuíram para o desenvolvimento de Brasília recebem uma homenagem cheia de simbolismos. O Prêmio JK, uma iniciativa do Correio Braziliense, promove, em sua primeira edição, o reconhecimento de quem ajuda a fazer nossa cidade brilhar. Os premiados serão divididos em diversas áreas de atuação, como esporte, direito e justiça, saúde e gestão pública, além da categoria In Memoriam, que irá para o ator, diretor, produtor e ex-secretário de Cultura Guilherme Reis, que morreu em setembro, aos 70 anos.
Os vencedores serão conhecidos nesta terça-feira (09/12), às 19h, no auditório do Tribunal de Contas da União (TCU). Os homenageados para o prêmio foram escolhidos por uma comissão da Redação do Correio Braziliense. São jornalistas que acompanham o dia a dia de Brasília, na cobertura dos fatos. Uma visão crítica sobre quem trabalha para construir a capital.
O nome do prêmio é uma homenagem ao fundador da cidade, o ex-presidente Juscelino Kubitschek, responsável por tornar o sonho da nova capital uma realidade e fazer com que muitos pudessem sonhar também. E é impossível falar da história de Brasília sem associá-la à do Correio Braziliense, jornal que completou 65 anos em abril, junto com a capital. Neste ano, o Diários Associados celebrou, também, o centenário do grupo criado por Assis Chateaubriand.
Movido por uma paixão
O vencedor da categoria In Memoriam, Guilherme Reis, foi diretor do Teatro Dulcina de Moraes e é creditado por atuar desde a vanguarda do teatro de Brasília até o impulsionamento de eventos culturais que ficaram de legado para a cidade. Esposa do produtor por duas décadas, Carmem Moretzsohn, 63 anos, emociona-se ao falar do marido: "Generoso, afetuoso, tinha uma empatia rara e um humor inabalável".
Além disso, continua Carmem, amava a vida e acreditava na força do coletivo, principalmente do teatro. "Era um apaixonado pelo que fazia. Um homem que aprendeu a exercer todas as funções: ator, diretor, iluminador, cenógrafo, figurinista e, sobretudo, um grande produtor", acrescenta. "Se faltasse alguém, ele mesmo resolvia o problema. Movido por uma paixão incomensurável, nunca teve medo. Estar presente neste prêmio, certamente, seria motivo de grande alegria para ele."
Melina Sales dos Santos, 46, mulher de Gabriel Reis, filho de Guilherme, tinha com o sogro uma relação de muito carinho e admiração. "Era um avô muito generoso para a Zilah (filha de Melina e Gabriel), no sentido de doação afetiva, brincadeiras e criação de memórias. Não tem como não ser grata por essa possibilidade de convivência que tivemos", recorda-se a atriz, cantora e arte-educadora.
Esta edição do Prêmio JK é apenas a primeira de muitas. A ideia é transformar o evento em uma tradição do Correio, como muitos outras que se tornaram parte do calendário do Distrito Federal.

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