Uma motorista perdeu o controle de um carro elétrico da marca Ora, de cor preta, e invadiu uma cafeteria localizada na comercial da 209 Norte, na Asa Norte, na manhã deste sábado (27/12). O acidente deixou pelo menos uma pessoa ferida e provocou momentos de pânico entre clientes que estavam no local.
A ocorrência foi registrada às 10h12, no Fran’s Café, e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que enviaram dois veículos após serem acionadas para atender a um acidente de trânsito. Ao chegarem, os bombeiros encontraram o automóvel conduzido pela motorista após ele avançar sobre a área externa de uma loja comercial. O local foi isolado para garantir a segurança, e as equipes fizeram a avaliação das pessoas envolvidas.
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A Polícia Militar informou que a motorista do veículo é uma senhora de 80 anos. Segundo a corporação, o carro subiu na calçada e atingiu uma mulher que estava sentada em uma mesa com outras duas pessoas. A vítima ferida foi encaminhada ao hospital por meios próprios.
A filha da motorista compareceu ao local, mas não quis se identificar. Ela relatou que o acidente aconteceu em questão de segundos, no momento em que a mãe tentava estacionar o veículo. De acordo com a familiar, a motorista havia renovado recentemente a habilitação e sempre teve autonomia para dirigir. A idosa sofreu apenas uma leve escoriação no braço, causada por uma pulseira, foi avaliada e liberada, seguindo para casa, onde passa bem.
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No entanto, quem estava na cafeteria apresenta outra versão. Raquel Vieira Parrini, que passa férias na capital contou que estava sentada à mesa com a tia quando percebeu o carro subindo a calçada. Segundo ela, as pessoas começaram a gritar, mas o veículo não parou.
Raquel relatou que acabou sendo prensada entre o carro e a janela da cafeteria. A tia dela precisou ser levada ao hospital. O estado de saúde ainda não foi detalhado. “No momento do impacto, não senti dores, mas agora que a adrenalina está baixando, sinto dores na perna e no joelho. Vou ir ao hospital”, disse.
O padrasto de Raquel, o advogado Edson Muniz, destacou que o acidente poderia ter tido consequências ainda mais graves. Segundo ele, poucos minutos depois, um bebê de seis meses chegaria ao local com outros familiares. “Nós vamos reunir todos os elementos pra prestar queixa. Ela tentou minimizar a situação, o máximo possível”, disse.
As circunstâncias do acidente ainda deverão ser investigadas pelas autoridades policiais.
