Sobradinho

Justiça converte em preventiva prisão de homem que assassinou professor

A decisão foi tomada em audiência de custódia ocorrida nesta quarta-feira (7/1). Guilherme Silva Teixeira, 24 anos, deve ser transferido ao Complexo Penitenciário da Papuda ainda esta semana

Guilherme Silva Teixeira, 24 anos, assassino de professor, depõe sobre o crime -  (crédito: Portal NS2-Sobradinho/Divulgação)
Guilherme Silva Teixeira, 24 anos, assassino de professor, depõe sobre o crime - (crédito: Portal NS2-Sobradinho/Divulgação)

A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do assassino confesso do professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, 32 anos. A decisão foi tomada em audiência de custódia ocorrida nesta quarta-feira (7/1). 

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Com a decisão, o autor do crime, Guilherme Silva Teixeira, 24, deve ser transferido ao Complexo Penitenciário da Papuda ainda nesta semana. 

Em depoimento, Guilherme contou como ocorreu a agressão que resultou na morte da vítima, encontrada ao lado de uma parada de ônibus em Sobradinho, no último domingo (4/1). No dia do crime, ele disse que saiu de casa por volta das 5h40 para trabalhar. “Saí até agradecendo a Deus, pela oportunidade de estar trabalhando”, declarou. Ele contou que chegou ao Sítio dos Anjos, onde mora seu patrão, e ficou aguardando o patrão chegar para iniciar o serviço.

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Durante a espera, Guilherme disse ter visto um homem atravessando a rua e fazendo um gesto. “Eu nunca vi ele na minha vida, não sei quem era aquele rapaz. Eu pensei que ele queria pegar um baseado. Aí eu falei, não tenho. Mas eu vi que ele estava fazendo um gesto sexual", relatou.

Questionado sobre o que o gesto sugeriu, Guilherme respondeu que imaginou que era um convite para sexo oral. Ele disse que, neste momento, atravessou para o outro lado da pista e foi até a vítima, que teria feito menção ao seu órgão sexual. Logo depois, Guilherme afirmou que iniciou a agressão.

O autor disse ter dado um soco do lado esquerdo do rosto da vítima, que caiu imediatamente. “Foi apenas um soco com a mão limpa, sem uso de nada”, revelou. Em seguida, afirmou que passou a pisar no rosto do professor. “Depois comecei a pisar nele e não foi minha intenção matar ele. Era só para dar a surra mesmo. Só para não passar batido. Não saí de casa na intenção de matar e nem fazer maldade com ninguém", contou.

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Após a agressão, Guilherme disse que atravessou a rua correndo e chamou o patrão, que foi até o local e informou que a vítima estava agonizando. “Meu patrão falou que virou ele de lado para ele não se engasgar com o próprio sangue e já falou para a mulher dele chamar o Samu. Os bombeiros chegaram, mas, infelizmente, já era tarde demais”, disse. Mesmo após o ocorrido, o indivíduo afirmou que seguiu a rotina normalmente.

Ele declarou que não sabia que o professor havia morrido. “A ambulância tinha chegado lá, só pensei que ele ia ser socorrido e ia ficar tudo bem”, acrescentou. Segundo o depoimento, ele só ficou sabendo da morte quando chegou em casa à noite. “Eu não consegui nem dormir, eu estou mal até agora, não era pra ter acontecido isso”, revelou. O criminoso afirmou que pensou em se apresentar à polícia, no entanto, disse que antes buscou um advogado.

Questionado se a agressão ocorreu pelo fato de a vítima ser homossexual, ele respondeu: “Eu não tenho nada contra, não. Eles lá e eu aqui”, afirmou. O agressor afirmou que o motivo foi a forma como se sentiu abordado. “Eu só não achei legal da parte dele falar desse jeito comigo", concluiu.

A Polícia Civil classificou como homofobia a motivação da morte de João Emmanuel. Ele era analista de disciplina do Instituto São João, em Sobradinho.

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postado em 07/01/2026 14:43
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