TRÂNSITO

Via interditada por cratera na L2 Sul deve ser liberada nesta segunda-feira

Rompimento de rede de esgoto abriu buraco de sete metros de profundidade na altura da 414/415 Sul

Rompimento ocorreu em uma rede de esgoto sob a L2 Sul -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Rompimento ocorreu em uma rede de esgoto sob a L2 Sul - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Um rompimento na rede de esgoto abriu uma cratera de grandes proporções na L2 Sul, na altura da entrequadra 414/415, provocando a interdição da via, no sentido norte/sul. O buraco, com aproximadamente sete metros de profundidade, apresentou risco iminente de acidentes e exigiu atuação emergencial do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), Defesa Civil, Caesb, Polícia Militar (PMDF) e órgãos de trânsito.

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O CBMDF foi acionado após o asfalto ceder repentinamente, no sábado. No interior da cavidade, os militares identificaram forte fluxo de água e odor característico de esgoto, o que indicou o rompimento de uma tubulação subterrânea. 

De acordo com a Defesa Civil, a erosão provavelmente foi causada pela ruptura de uma canalização de esgoto subterrânea. A vistoria técnica apontou uma instabilidade do solo e risco de colapso progressivo das bordas. Entre os perigos identificados estão o afundamento repentino do pavimento, queda de veículos ou pedestres, comprometimento de outras redes subterrâneas e agravamento do dano em caso de novas chuvas.

Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) informou que o rompimento ocorreu em uma rede de esgoto localizada sob a L2 Sul, em um ponto onde há cruzamento com a rede de águas pluviais. 

“Há uma rede de águas pluviais mais alta, por onde passa a água da chuva, e uma rede de esgoto mais profunda. Com o volume muito grande de chuva, pode ter ocorrido um extravasamento da água pluvial, que amolece o solo ao redor. Com o movimento dos veículos, isso acaba provocando o rompimento da rede de esgoto”, detalhou o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis. 

Ele explicou que a rede afetada é antiga e que situações como essa podem ocorrer em sistemas implantados há décadas. “São redes que estão aqui desde a década de 1960. É natural que haja uma fadiga de material e, eventualmente, isso pode causar um rompimento”, afirmou.

Presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, na cratera da L2 Sul.
Presidente da Caesb, Luís Antônio Reis (foto: Ana Carolina Alves/CB)

Segundo a Caesb, assim que o problema foi identificado, equipes da companhia iniciaram os reparos ainda no sábado (17/1). A substituição da tubulação de esgoto foi concluída no mesmo dia. Em seguida, teve início a recomposição da rede de águas pluviais, que segue em andamento, além do reaterro e da compactação do solo.

“A equipe virou a noite trabalhando. Já reparamos a rede de esgoto, estamos fazendo o reaterro e agora vamos recompor a rede pluvial, para então finalizar o aterro e a recomposição do asfalto”, explicou o presidente da companhia. Segundo ele, a expectativa é de que todo o serviço seja concluído até o fim desta segunda-feira (19/1) e a via liberada. 

Desvio

Enquanto isso, o trânsito permanece parcialmente interditado. Os motoristas estão sendo orientados a retornar pela entrequadra 412/413 Sul e acessar a 414/415 Sul pelas vias internas.

Como medida preventiva, a Caesb informou que irá implantar, nos próximos 20 dias, uma nova rede paralela de esgoto na região, com o objetivo de reforçar o sistema e facilitar futuras manutenções. Segundo o presidente, investimentos desse tipo já vêm sendo feitos em outras áreas do DF. “A chamada reforma preventiva é justamente a instalação de novas redes. Essa região já conta com uma rede nova quase concluída, faltando apenas um pequeno trecho para entrar em operação”, destacou.

Apesar da interdição, a Secretaria de Transporte e Mobilidade informou que não houve impacto na operação dos ônibus. As linhas estão circulando por dentro das quadras e atendendo a população normalmente. O retorno ao trajeto habitual ocorrerá após a liberação total da via pelos órgãos de trânsito.

Na tarde de domingo, o Correio esteve no local e ouviu motoristas e transeuntes. Nenhum deles quis se identificar, mas todos relataram que, apesar do tamanho da cratera, o desvio tem funcionado e permitido o acesso à região, ainda que com transtornos pontuais.

Memória

Um caso semelhante ao registrado na L2 Sul ocorreu em dezembro, no Setor P Sul, em Ceilândia, quando um deslizamento de terra abriu uma cratera na QNP 28, conjunto M, após o piso de uma calçada ceder em razão de um buraco formado ao redor de uma tubulação de esgoto. O incidente foi registrado na manhã do dia 19 de dezembro.

Na ocasião, dois irmãos — um homem adulto e uma adolescente — passavam pelo local no momento do colapso e caíram na abertura, com cerca de cinco metros de profundidade. Durante a tentativa de resgate, duas cadelas de um vizinho também caíram no buraco. A Defesa Civil interditou parcialmente a garagem de uma residência próxima, e a Caesb e a concessionária de energia foram acionadas para avaliar possíveis danos às redes subterrâneas.

Duas semanas depois, em 29 de dezembro, a cratera voltou a se abrir no mesmo ponto, ampliando o buraco e elevando o risco para os imóveis vizinhos. Moradores relataram rachaduras nas estruturas e transbordamento de esgoto, mesmo após reparos realizados dias antes. Em nota, a Caesb atribuiu o novo colapso ao grande volume de chuvas, informou que manteve o monitoramento da área e reforçou o isolamento para garantir a segurança da população.

Memória

Um caso semelhante ao registrado na L2 Sul ocorreu em dezembro, no Setor P Sul, em Ceilândia, quando um deslizamento de terra abriu uma cratera na QNP 28, conjunto M, após o piso de uma calçada ceder em razão de um buraco formado ao redor de uma tubulação de esgoto. O incidente foi registrado na manhã do dia 19 de dezembro.

Na ocasião, dois irmãos — um homem adulto e uma adolescente — passavam pelo local no momento do colapso e caíram na abertura, com cerca de cinco metros de profundidade. Durante a tentativa de resgate, duas cadelas de um vizinho também caíram no buraco. A Defesa Civil interditou parcialmente a garagem de uma residência próxima, e a Caesb e a concessionária de energia foram acionadas para avaliar possíveis danos às redes subterrâneas.

Duas semanas depois, em 29 de dezembro, a cratera voltou a se abrir no mesmo ponto, ampliando o buraco e elevando o risco para os imóveis vizinhos. Moradores relataram rachaduras nas estruturas e transbordamento de esgoto, mesmo após reparos realizados dias antes. Em nota, a Caesb atribuiu o novo colapso ao grande volume de chuvas, informou que manteve o monitoramento da área e reforçou o isolamento para garantir a segurança da população.

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postado em 19/01/2026 04:00
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