
Na Asa Sul, o templo ecumênico do Campo da Esperança recebe, na manhã desta terça-feira (20/1), os familiares e amigos de Ester Silva. O choro sofrido dos entes pode ser ouvido há metros de distância do espaço onde a menina é velada. Quem não veste roupas pretas, exibe uma camiseta branca com a foto da adolescente. Os olhares ainda expressam incredulidade e não é por acaso. A adolescente, que tinha apenas 14 anos, foi vítima de feminicídio.
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Profundamente abalados, com olhos vermelhos, cabeça baixa e em silêncio, os presentes preferiram não falar com a imprensa. A perda é dolorida demais. Há quem demonstre não ter condições de entrar no templo. Outros, quando entram, saem depois amparados por amigos. Com rosas brancas em mãos, eles cantam músicas religiosas.
Ester Silva foi a primeira vítima de feminicídio no DF em 2026. Encontrada morta no último domingo (18/1), no apartamento da família em Planaltina, a menina foi vítima da covardia do padastro, Marlon Carvalhedo da Rocha, que está preso. Devido à questões financeiras, a família contou com o apoio de doações via redes sociais para custear os serviços fúnebres.

Cidades DF
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