
Em entrevista prévia ao CB.Debate desta terça-feira (27/1), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, lembrou da violência política de gênero sofrida por ela em 2025 durante debate na Comissão de Infraestrutura no Senado.
“A violência política de gênero acaba legitimando também a violência física e psicológica”, lamentou a ministra. “Se as mulheres que estão em espaços públicos com essas funções também podem ser agredidas dentro de instituições que criam as leis, essa é uma forma de autorizar a violência doméstica em espaços menos visíveis e menos protegidos”, completou.
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Marina ressaltou a importância de políticas públicas transversais no combate à violência contra a mulher. “É preciso que se tenha uma combinação de políticas que tenham a ver com marcos regulatórios, com estruturas que têm que ser criadas, outras que têm que ser modificadas e eliminadas para que a gente possa conseguir mais efetividade no combate contra essas múltiplas formas de violência contra as mulheres”, enfatizou.
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O cenário da violência de gênero no Distrito Federal exige atenção urgente: em 2025, a capital registrou 11,3 mil casos de violência doméstica, uma média alarmante de 30 ocorrências por dia. O aumento de 9,4% em relação ao ano anterior, somado aos recentes casos que vitimaram uma adolescente e uma mulher idosa, reforça a necessidade de políticas públicas mais robustas e de uma rede de apoio que funcione preventivamente.
Para enfrentar essa realidade, o evento organizado pelo Correio Braziliense reúne grandes nomes como as ministras Marina Silva e Luciana Santos, além de magistradas e especialistas. O primeiro painel focará na responsabilidade institucional do Estado, enquanto o segundo debaterá a mobilização social e a mudança cultural necessárias para erradicar a violência contra a mulher.
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Onde pedir ajuda:
» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)
» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)
» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.
Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):
» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)
» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)
» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.
WhatsApp: (61) 9366-9229
Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468
» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.
Telefone: (61) 2326-4615
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