
O caso de maus-tratos que resultou na morte do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina, mobilizou a sociedade e motivou a organização de manifestações em diferentes regiões do país. Neste sábado (31), o ato ocorre em Brasília, enquanto Rio de Janeiro e São Paulo também terão mobilizações no domingo (1º), todas em pedido de justiça e pelo fim da violência contra animais.
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Na capital federal, a manifestação será organizada pela Associação ApDog, responsável pelo ParkDog da CLSW 104. O ato está marcado para às 16h e contará com uma caminhada pacífica em homenagem ao cão Orelha. Segundo a entidade, o percurso terá início na CLSW 104, nas proximidades do supermercado Dona, seguirá até a CLSW 300 e retornará ao ponto de partida.
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Em comunicado, a associação informou que já solicitou apoio da Administração Regional, do Detran e da Polícia Militar para garantir a segurança e a organização do trajeto. “O objetivo é mostrar nosso carinho pelos animais e reforçar, mais uma vez, o pedido por sensatez, respeito e o fim dos maus-tratos”, destacou a ApDog.
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O Correio entrou em com a Polícia Militar do DF, que confirmou estar ciente dos atos.
Outras capitais
No Rio de Janeiro, ativistas da causa animal convocaram uma manifestação para o domingo (1º), com concentração às 10h, no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento aos Pracinhas. A caminhada seguirá até o Copacabana Palace, em Copacabana. Outro protesto também circula nas redes sociais para o mesmo dia, com ponto de encontro no Posto 2 da praia de Copacabana, às 16h, e saída às 16h30 em direção ao Leme.
Os organizadores afirmam que o ato será pacífico e tem como objetivo evitar que o caso caia no esquecimento. Nas publicações de convocação, manifestantes reforçam pedidos por justiça e criticam tentativas de minimizar a gravidade do crime.
Em São Paulo, diferentes atos também estão previstos para o domingo (1º). Em Sorocaba, a vereadora Jussara Fernandes convocou uma manifestação às 9h, no PetPlace do Parque Campolim, com a participação de representantes da causa animal de cidades da região, como Piedade, Itapetininga, Tatuí e Itapeva. Já na capital paulista, a organização Cadeia Para Maus-Tratos convocou um protesto a partir das 10h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.
As mobilizações integram uma série de ações nacionais que pedem justiça pelo cão Orelha e cobram punição rigorosa aos responsáveis, além de medidas mais efetivas de combate aos maus-tratos contra animais.
Em Santa Catarina, o deputado estadual Mário Motta (PSD) apresentou na Assembleia Legislativa de Santa Catarina um projeto de lei que propõe mudanças no Código Estadual de Proteção aos Animais. A proposta apresentada por Mário Motta cria mecanismos de responsabilização administrativa nos casos de maus-tratos cometidos por menores, com aplicação de multa aos pais ou responsáveis legais. O texto também prevê o agravamento das penalidades como multa em dobro quando houver lesão grave ao animal e, em triplo, nos casos que resultarem em morte.
Já em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou a Lei nº 18.389/2026, de autoria do deputado estadual Rafael Saraiva (União/SP), que reconhece a expressão cultural "Vira-Lata Caramelo" como de relevante interesse cultural do Estado de São Paulo. A sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado.
Entenda
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte de Orelha, um cão comunitário de aproximadamente 10 anos, que era cuidado de forma espontânea por moradores da Praia Brava. O caso veio à tona no dia 16 de janeiro, quando a polícia foi informada do desaparecimento do animal. Dias depois, Orelha foi encontrado por um de seus cuidadores gravemente ferido e agonizando.
Devido à gravidade dos ferimentos, o cão não resistiu e precisou ser submetido à eutanásia. Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante a investigação.
Além disso, foi confirmado a investigação de dois casos distintos de maus-tratos. Um deles envolve o cão Orelha, que, segundo laudo pericial, foi agredido com um instrumento contundente. O outro é o caso de Caramelo, que teria sido jogado no mar pelo mesmo grupo de adolescentes.

Cidades DF
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