
Um suposto adestrador de animais que mantinha cães confinados sem água e sem alimento foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra Animais (DRCA). A polícia chegou ao local onde os animais eram mantidos após denúncia anônima.
O homem foi autuado por seis crimes de maus-tratos a animais, considerando que foram encontrados seis bichos ao todo. Durante a abordagem, o conduzido alegou que a prática faria parte de um método de adestramento. Ele cobrava, em média, R$ 2,6 mil para adestrar cada animal.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Leia também: Filme de Kleber Mendonça Filho estará no prêmio César, da França
A prisão do homem foi realizada na terça-feira (27/1). Os cachorros eram mantidos em uma residência localizada em Samambaia, onde a polícia constatou um cenário grave de sofrimento animal. Os cães ficavam confinados em caixas de transporte empilhadas, sem acesso a água ou alimento em ambiente com forte odor e manchas de urina, situação que motivou a intervenção imediata para cessar os maus-tratos e preservar provas.
Leia também: Karoline Lima anuncia novo término com Léo Pereira
Também foi encontrado um cão idoso em condição corporal debilitada, bastante magro, com sinais indicadores de negligência, o que reforçou a gravidade da ocorrência. “Os animais eram mantidos em caixas plásticas de transporte, posicionadas lado a lado e sobrepostas, sem qualquer condição adequada de permanência”, destaca o delegado-chefe da DRCA, Jônatas Silva.
Leia também: BBB26: votação do Correio mostra parciais de eliminação desta terça (27)
A DRCA/PCDF ressalta que adestramento não pode ser confundido com sofrimento. Qualquer prática que submeta o animal à dor, privação, medo intenso, restrição incompatível com suas necessidades básicas ou condição degradante configura crime. “Treinar um cão não autoriza retirar dele água, alimento, mobilidade e condições mínimas de higiene. O caso segue sob apuração da especializada, com instauração de inquérito policial para consolidação da prova técnica, oitivas e demais diligências”, informou o delegado.
Saiba Mais
Ele cobrava em média R$ 2,6 mil para adestrar cada animal.

Cidades DF
Cidades DF