
Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, que recentemente foi preso após agredir um adolescente de 16 anos, deixando a vítima internada em estado grave na UTI, é alvo de um novo inquérito policial no Distrito Federal. Desta vez, a investigação apura a denúncia de que ele teria forçado uma adolescente a ingerir bebida alcoólica durante uma festa realizada no ano passado.
A ocorrência foi registrada na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) por uma jovem que tinha 17 anos na época do acontecimento. Segundo o relato, o episódio aconteceu durante uma confraternização no Jockey Club, em junho de 2024.
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De acordo com o boletim de ocorrência, a adolescente afirmou que era amiga de infância da então namorada do piloto, o que a levou a frequentar o mesmo grupo social. Durante o evento, Pedro Arthur teria insistido para que a vítima consumisse vodca. Mesmo após sucessivas recusas, ele teria pedido para que outras pessoas segurassem os braços da adolescente.
Ainda segundo o depoimento, a jovem tentou resistir, mas acabou sendo encurralada em um canto da festa. Nesse momento, o piloto teria ordenado que ela abrisse a boca e, em seguida, forçado a ingestão da bebida alcoólica. O episódio foi registrado em vídeo. Confira:
Após a agressão, a vítima relatou que foi deixada sozinha no local, enquanto o piloto e a namorada teriam se retirado da confraternização. À época dos fatos, Pedro Arthur já era maior de idade.
O delegado-chefe da 38ª Delegacia de Polícia, Pablo Aguiar, informou que um novo inquérito policial foi instaurado para apurar o caso. Segundo ele, o investigado vai responder pelo artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do fornecimento de bebida alcoólica a menores de idade. A pena prevista para casos como esse é de dois a quatro anos de reclusão, além de multa.
O delegado explicou ainda que uma eventual prisão de Turra depende de decisão judicial. “A delegacia não pode representar pela prisão neste momento, porque ele não se encontra mais em situação de flagrante. Qualquer medida nesse sentido cabe exclusivamente ao magistrado”, afirmou.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.

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