
O CB.Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — recebeu, nesta quinta-feira (29/1), o psiquiatra Jorge Salim Risk. Em entrevista às jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte, o médico explicou os principais sintomas do surto psicótico e falou sobre a linha tênue entre um episódio psiquiátrico e o cometimento de um crime.
O surto, segundo o especialista, ocorre, geralmente, quando a pessoa já tem uma predisposição de alguma alteração psíquica. “No caso depressivo, muitas vezes, falam de um surto depressivo, mas, na verdade, é uma crise depressiva. A questão do surto pode ser uma tendência mais progressiva, mas existem algumas situações em que o surto pode se dar de uma maneira repentina, por vezes por uma questão de drogas ou outros tipos de substâncias, ou um fator traumático intenso.”
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O psiquiatra explica que nem todos os casos são surtos. De acordo com ele, em certas situações, podem estar associados a aspectos de personalidade. Nesse contexto, exige-se uma avaliação sobre o histórico da pessoa. Ao falar sobre o surto como mecanismo de defesa do agressor, o médico justifica que, é por esse e outros motivos, que há necessidade de uma avaliação mais profunda e detalhada.
Jorge Salim discorre, ainda, sobre a importância do tratamento médico, da prescrição de medicações em doenças, por vezes, negligenciadas pela própria família do paciente, como a esquizofrenia. “Esses sinais, como alteração de comportamento, às vezes um tipo de reação emocional diferente, o isolamento, ou como se a pessoa estivesse ouvindo algo ou conversando sozinha, ou às vezes rindo sozinha, ou ouvindo algo assim que seja engraçado. São sinais de uma alucinação visual ou aditiva.”
Confira a conversa na íntegra:

Cidades DF
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