Prisão

Membro do CV é preso no DF por furto de 28 cabeças de gado no Gama

Washington Simas dos Santos estava foragido desde novembro de 2025, quando escapou de uma operação policial que apurava o crime

Um integrante do Comando Vermelho (CV) que estava sendo procurado por furtar 28 cabeças de gado no Gama foi preso pela Polícia Civil (PCDF) na tarde deste sábado (10/1), em Vicente Pires. Washington Simas dos Santos, de 37 anos, era considerado foragido desde novembro de 2025, quando escapou de uma operação policial que apurava o crime cometido. Caso seja condenado, ele pode enfrentar uma pena de mais de 8 anos de prisão pelo crime.

Segundo a PCDF, o suspeito agiu com o apoio de um comparsa identificado como Yuri da Silva Gonçalves. A fuga ocorreu quando os investigadores realizavam buscas em endereços ligados aos criminosos. Washington conseguiu fugir em direção a uma área de mata densa. Durante a ação, policiais localizaram uma espingarda calibre 12 carregada e municiada, além de documentos, aparelhos celulares e um veículo. 

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Com isso, a Justiça do Distrito Federal decretou a prisão preventiva de Washington e de Yuri. A decisão foi proferida no dia 5 de novembro de 2025 pelo juiz de garantias da 1ª Vara Criminal de Ceilândia, que apontou a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade, além de risco concreto à ordem pública.

De acordo com a decisão judicial, o crime não se tratou de uma ação isolada ou improvisada. O roubo dos animais exigiu organização logística complexa, incluindo o uso de um caminhão de grande porte, conhecimento técnico para o manejo do gado e definição de rotas para o escoamento da carga. O furto foi praticado à noite.

Plano orquestrado

O magistrado destacou ainda que Yuri residia no local como filho da caseira, o que teria facilitado o acesso à propriedade e configurado uma grave quebra de confiança. A Justiça também considerou que os investigados demonstram envolvimento em uma estrutura criminosa voltada ao furto e à receptação de animais, o que caracterizaria uma escalada criminosa. 

 

Divulgação/PCDF - Segundo a Justiça, Yuri apagou propositalmente mensagens e arquivos relacionados ao dia do crime

No caso de Washington, pesou o fato de ele estar em cumprimento de pena de mais de 15 anos de reclusão, em regime aberto, e ter utilizado o benefício para voltar a cometer crimes. Para o juiz, nem mesmo o cumprimento de mais de nove anos de pena foi suficiente para afastá-lo de condutas ilícitas, o que evidencia risco concreto à ordem pública.

Diante do conjunto de elementos, o juiz entendeu que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes e que a prisão preventiva é proporcional e necessária, já que, em eventual condenação, o regime inicial de cumprimento de pena não deverá ser o aberto.  O comparsa, Yuri, segue foragido. A Polícia Civil reforça que qualquer informação que possa levar à localização do suspeito pode ser repassada pelo disque-denúncia 197.

Mais Lidas