A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descobriu, após denúncias, um possível esquema de comercialização ilegal de aves silvestres, especialmente araras-maracanã, em grupos de mensagens. Ao todo, 30 aves, entre espécies silvestres brasileiras e exóticas, foram encontradas confinadas, sem água, alimento e com sinais de maus-tratos. As investigações foram realizadas em uma residência, em Ceilândia.
O responsável pelo cativeiro, um homem, de 22 anos, foi conduzido à Delegacia de Repressão aos Crimes contra os animais (DRCA) e autuado em flagrante por maus-tratos e manutenção ilegal de animais silvestres em cativeiro. Durante a apuração, ele apresentou versões contraditórias sobre o paradeiro das araras-maracanã que teriam sido anunciadas para venda.
De acordo com o delegado da DRCA, Jonatas Silvas, o suspeito foi autuado em flagrante 24 vezes e enquadrado em dois artigo (29 e 32) Lei de Crimes Ambientais. A pena pode chegar a 54 anos de detenção.
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O responsável pelo cativeiro, um homem, de 22 anos, foi conduzido à DRCA e autuado em flagrante pelos crimes de maus-tratos a animais e manutenção ilegal de animais silvestres em cativeiro. Durante a apuração, ele apresentou versões contraditórias sobre o paradeiro das araras-maracanã que teriam sido anunciadas para venda.
Do total apreendido, 24 aves silvestres brasileiras foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, onde passarão por avaliação veterinária e cuidados adequados. As seis aves exóticas permaneceram sob responsabilidade de uma depositária formalmente indicada, com acompanhamento da investigação.
A PCDF reforça que denúncias da população são fundamentais no combate aos crimes ambientais e podem ser feitas de forma segura pelos canais oficiais.
