O Tribunal do Júri de Planaltina manteve, nesta terça-feira (20/1), a prisão de Marlon Carvalhedo da Rocha, 28 anos, detido pelo feminicídio da adolescente Ester Silva, 14, no último domingo (18). A prisão, até então temporária, foi convertida em preventiva. A medida cautelar visa evitar que o investigado fuja, destrua provas, intimide testemunhas ou cometa novos crimes. O caso é investigado como o primeiro feminicídio registrado no Distrito Federal em 2026. No ano passado, segundo o Painel de Feminicídio da Secretaria de Segurança Pública, o estado teve 23 mortes confirmadas, e cinco casos seguem em análise.
O homem, que já havia confessado o crime ocorrido em Planaltina, afirmou estar arrependido, em depoimento à Polícia Civil (PCDF) nessa segunda (19). Marlon possui extensa ficha criminal, incluindo passagens por estupro de vulnerável e da própria mãe, roubo, uso e porte de drogas. A PCDF apura o caso como feminicídio e trabalha com a linha de investigação de tentativa de violência sexual.
Ester Silva foi encontrada morta com sinais de violência no pescoço e no rosto. Segundo a PMDF, o suspeito mantinha um relacionamento recente com a mãe da adolescente e cumpria prisão domiciliar desde outubro do ano passado. Após o crime, ele teria fugido levando objetos da residência, entre eles aparelhos eletrônicos, posteriormente encontrados com auxílio de rastreamento por GPS.
O corpo da adolescente foi velado sob forte comoção nesta terça-feira (20/1), no Campo da Esperança, localizado na Asa Sul.
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