A CEO da organização Livre de Assédio, Ana Addobbati, destaca que o enfrentamento à violência contra a mulher não pode ser feito de forma isolada pelas instituições. Para ela, o CB.Debate cumpre um papel essencial ao reunir diferentes esferas para um diálogo propositivo. "Não dá para combater um problema complexo atuando isoladamente. A Justiça faz seu papel, o Poder Executivo vai lá, implementa a política pública, a sociedade civil cobra, monitora, se integra, mas é muito importante que a gente converse", afirma, ressaltando que a colaboração entre os setores é a única forma de superar os índices alarmantes atuais.
Com atuação voltada tanto para o setor público quanto para o privado desde 2017, Addobbati alertou para a capacidade de adaptação das agressões de gênero ao longo do tempo. Segundo a especialista, a integração de forças é necessária porque "a violência, infelizmente, acha maneiras sempre distintas de driblar e permanecer persistente nesse ataque às mulheres". Addobbati defende que a troca de perspectivas entre quem executa e quem monitora as leis ajuda a fechar as brechas que permitem a continuidade desses crimes.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Ao explicar o papel da Livre de Assédio, a CEO reforçou a importância da abordagem multi-stakeholder, que busca conectar diferentes atores da sociedade para proteger a vida das mulheres. "A gente nasceu trabalhando esse tema na iniciativa privada e se integrando à política pública", conclui, reiterando que o foco do trabalho é endereçar soluções práticas e colaborativas.
Leia também: A cada 12 dias, uma mulher é morta por feminicídio no DF
Busca por caminhos
O debate “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos” acontece hoje, a partir das 9h, no auditório do jornal (SIG), com transmissão ao vivo pelas redes sociais. A programação conta com dois painéis centrais: o primeiro, "Do discurso à ação", focado em políticas públicas com a presença de representantes do Ministério das Mulheres e do TJDFT; e o segundo, "O papel da sociedade", que abordará prevenção e engajamento coletivo com líderes comunitários e especialistas.
Leia também: Feminicídio é recorde em 2025, com quatro mortes por dia
A iniciativa ganha relevância diante de um Brasil que, apenas no último ano, registrou 1.470 feminicídios. O encontro é aberto à participação do público, que poderá enviar perguntas presencialmente ou por meio do YouTube do Correio, contribuindo para a construção de caminhos efetivos de acolhimento e proteção às vítimas de violência no DF.
Onde pedir ajuda:
» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)
» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)
» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.
Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):
» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)
» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)
» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.
WhatsApp: (61) 9366-9229
Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468
» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.
Telefone: (61) 2326-4615
Assista ao vivo o CB.Debate:
