OPERAÇÃO

Mesma área, novos líderes: polícia mira rearticulação do tráfico na Vila Cauhy

A segunda fase da operação Último Comando atua para reprimir a intensa atividade de tráfico de drogas na comunidade

Cento e setenta policiais civis do DF cercaram a Vila Cauhy, no Núcleo Bandeirante, para cumprir 18 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (28/1). A segunda fase da operação Último Comando atua para reprimir a intensa atividade de tráfico de drogas na comunidade.

A Vila foi alvo de uma incursão policial em dezembro de 2023, quando os investigadores identificaram a existência e atuação de uma estrutura destinada ao tráfico de drogas. Aliados ao Terceiro Comando Puro (TCP) — a segunda maior facção do Rio de Janeiro —, os faccionados criaram um organograma, com direito a líderes, fornecedores, soldados e fogueteiros. As atividades ocorriam, especificamente, na chamada Rua da Glória, a sete minutos de distância do Aeroporto Internacional de Brasília.

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À época, foram cumpridos 32 ordens para a prisão nas cidades do Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Estrutural, Cruzeiro, Guará, Taguatinga, Riacho Fundo e Valparaíso de Goiás. O Correio publicou uma reportagem exclusiva, com base em documentos judiciais, que detalharam o organograma criminoso.

Retorno

Com os líderes e “soldados” presos em 2023, a polícia estreitou as investigações e, com base nos novos elementos investigativos, descobriu que a quadrilha de traficantes substituiu os detidos por outros criminosos.

Os novos “cabeças” assumiram a liderança poucos meses após a deflagração da primeira fase da operação, informou o delegado-chefe da 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), Bruno Ehndo. “Identificamos a presença de novos personagens ocupando o espaço dos antigos traficantes. Em meados de 2024, abrimos uma nova investigação e identificamos diversos novos traficantes e uma nova associação para o tráfico”, explicou.

As diligências policiais constataram, ainda, que, durante o “reinado” dos novos traficantes na área, moradores viviam sob ameaça. Por vezes, relataram que os traficantes, sem qualquer aviso ou permissão, usavam as casas dos vizinhos para esconder drogas, causando terror e pânico à comunidade.

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