CB.Debate

Psiquiatria e psicologia são fundamentais na elaboração de política públicas

Helena Moura, psiquiatra e professora de Medicina, destacou que, além de questões individuais, é preciso considerar o efeito do ambiente na saúde mental da população

Por Manuela Sá*—Durante o evento CB.Debate Janeiro Branco: diálogos sobre saúde mental no Brasil desta quinta-feira (29/1), a psiquiatra e professora de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) Helena Moura falou sobre a saúde mental das novas gerações e melhores caminhos para tratar do assunto.

A psiquiatra destacou a necessidade de ter atenção para a saúde mental dos jovens, muito afetados pela ansiedade. “É uma geração que está vindo da pandemia e que foi extremamente afetada por esse período. Então, a gente ainda vai ver esses reflexos por bastante tempo”, disse.

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Como solução, ela indica uma abordagem que considere que saúde mental não depende só de fatores individuais. “É importante a gente começar a olhar um pouco para fora e perceber que o ambiente também pode ser adoecedor. Precisamos colocar a psiquiatria e a psicologia para fora dos consultórios e intervir mais, procurando auxiliar na formulação de políticas públicas”, ressaltou.

Para Helena, debates sobre o assunto são importantes para diminuir estigmas e reconhecer sintomas de transtornos mentais. Ela também considera o diálogo essencial para a elaboração de políticas públicas que previnam o adoecimento. “Precisamos começar a pensar na política pública, não só na oferta de Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e consultórios, mas também em políticas que possam proteger a saúde mental das pessoas”, afirmou.

CB.Debate

Em alusão ao mês dedicado à conscientização sobre a importância da saúde mental, o Correio promove, nesta quinta-feira (29/1), o CB.Debate Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo canal do Youtube e, ao final de cada painel, o público on-line e presencial poderá fazer perguntas aos painelistas.

Além dos fatores de adoecimento mental e desafios na assistência, será discutida ainda a construção de espaços de escuta e cuidado. Entre os painelistas, autoridades, médicos e especialistas compõem o debate.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre 2024 e 2025, houve um aumento de 143% na quantidade de pessoas afastadas do trabalho por transtornos mentais, um cenário que pede atenção e responsabilidade por parte do governo e sociedade.

Assista o debate ao vivo:

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