
A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) que manteve a prisão preventiva de Pedro Arthur Turra Basso foi recebida com concordância pelo advogado que representa a família do adolescente de 16 anos espancado e internado em estado gravíssimo, Albert Halex. Ele explica que a manutenção da custódia cautelar é necessária diante de indícios de obstrução da Justiça e intimidação de testemunhas.
Segundo Halex, desde o início das investigações já havia sinais de ligação do agressor com artes marciais. “O modus operandi deste grupo que agrediu o menor age como um bando, o que se confirma pelo boné de uma das 'testemunhas' que estava dentro do carro e prestou seus esclarecimento usando um boné do PRIDE FC (evento de MMA)”, destacou. O advogado ressaltou ainda que o grupo citado que frequentemente anda junto a Pedro Turra e que foi ouvido como testemunha "não pode ser isentado de responsabilidade por omissão".
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A defesa de Pedro Turra sustenta que o jovem tem residência fixa, não possui antecedentes criminais, colabora com as investigações e nunca tentou fugir. Para Halex, os elementos apresentados não são suficientes. “A prova nos autos demonstra que foi realizada combinação de testemunhos e ameaça às testemunhas, que demonstra obstrução à Justiça e a prisão é a medida de rigor”, reforçou.
Na segunda-feira (2/2), Diaulas Ribeiro ratificou decisão do desembargador Sandoval Oliveira, que havia negado liminar em habeas corpus durante o plantão judicial, e manteve a prisão preventiva de Pedro Turra. O relator destacou que a custódia não representa punição antecipada, mas uma resposta necessária para garantir a ordem pública e proteger a instrução criminal e comparou a briga filmada a um confronto de MMA (Mixed Martial Arts).
O magistrado levou em consideração não apenas a violência do ataque ocorrido em 23 de janeiro, iniciado após um desentendimento por causa de um chiclete, mas também outros episódios de agressividade atribuídos ao investigado e divulgados pela imprensa. Para Diaulas, a repetição da violência e o risco de intimidação justificam a manutenção da prisão.
Pedro Turra foi encaminhado, nesta segunda-feira (2/2), ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. De acordo com a defesa, ele foi levado em um carro descaracterizado.

Cidades DF
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