PILOTO AGRESSOR

Advogado da vítima de agressão diz que prisão de piloto evita obstrução

A defesa de Pedro Turra sustenta que o jovem tem residência fixa e não possui antecedentes criminais. Advogado de vítima reforça que as provas nos autos demonstram obstrução à Justiça

Defesa da vítima de agressão diz que prisão de piloto Pedro Turra evita obstrução da Justiça
 -  (crédito: Paulo Gontijo/Esp.CB/D.A Press)
Defesa da vítima de agressão diz que prisão de piloto Pedro Turra evita obstrução da Justiça - (crédito: Paulo Gontijo/Esp.CB/D.A Press)

A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) que manteve a prisão preventiva de Pedro Arthur Turra Basso foi recebida com concordância pelo advogado que representa a família do adolescente de 16 anos espancado e internado em estado gravíssimo, Albert Halex. Ele explica que a manutenção da custódia cautelar é necessária diante de indícios de obstrução da Justiça e intimidação de testemunhas.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Segundo Halex, desde o início das investigações já havia sinais de ligação do agressor com artes marciais. “O modus operandi deste grupo que agrediu o menor age como um bando, o que se confirma pelo boné de uma das 'testemunhas' que estava dentro do carro e prestou seus esclarecimento usando um boné do PRIDE FC (evento de MMA)”, destacou. O advogado ressaltou ainda que o grupo citado que frequentemente anda junto a Pedro Turra e que foi ouvido como testemunha "não pode ser isentado de responsabilidade por omissão". 

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

A defesa de Pedro Turra sustenta que o jovem tem residência fixa, não possui antecedentes criminais, colabora com as investigações e nunca tentou fugir. Para Halex, os elementos apresentados não são suficientes. “A prova nos autos demonstra que foi realizada combinação de testemunhos e ameaça às testemunhas, que demonstra obstrução à Justiça e a prisão é a medida de rigor”, reforçou. 

Na segunda-feira (2/2), Diaulas Ribeiro ratificou decisão do desembargador Sandoval Oliveira, que havia negado liminar em habeas corpus durante o plantão judicial, e manteve a prisão preventiva de Pedro Turra. O relator destacou que a custódia não representa punição antecipada, mas uma resposta necessária para garantir a ordem pública e proteger a instrução criminal e comparou a briga filmada a um confronto de MMA (Mixed Martial Arts).

O magistrado levou em consideração não apenas a violência do ataque ocorrido em 23 de janeiro, iniciado após um desentendimento por causa de um chiclete, mas também outros episódios de agressividade atribuídos ao investigado e divulgados pela imprensa. Para Diaulas, a repetição da violência e o risco de intimidação justificam a manutenção da prisão.

Pedro Turra foi encaminhado, nesta segunda-feira (2/2), ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. De acordo com a defesa, ele foi levado em um carro descaracterizado.

  • Google Discover Icon
postado em 03/02/2026 14:18 / atualizado em 03/02/2026 14:34
x