
O piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, preso preventivamente por agredir violentamente um adolescente de 16 anos, que permanece em coma na UTI, teve imagem divulgada do momento em que foi oficialmente incluído no sistema penitenciário do Distrito Federal.
Os registros mostram o agressor com a cabeça raspada, segurando a placa de identificação com a data de entrada no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda, além do número de registro interno.
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Na última quarta-feira (4/2), a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) decidiu manter Pedro Turra em cela individual no CDP da Papuda. A decisão foi tomada após solicitação da Justiça, que pediu uma avaliação técnica da pasta diante de um requerimento apresentado pela defesa.
Os advogados do piloto alegaram que ele estaria sofrendo ameaças, o que motivaria a necessidade de isolamento. Pedro Turra está preso desde 30 de janeiro. Após ser oficialmente acionada, a Seape manifestou parecer favorável à manutenção do preso em cela separada.
Apesar da medida, o órgão não estipulou um prazo para que o jovem permaneça nessa condição. Em nota técnica, a pasta destacou que, “neste momento, faz-se necessária a permanência do custodiado em cela individualizada, com o objetivo de garantir sua integridade física, sem que isso represente qualquer privilégio ou tratamento diferenciado”.
Relembre o caso
PedroTurra está preso por determinação da 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Ele é acusado de espancar um adolescente após uma festa em Vicente Pires, na madrugada de 23 de janeiro. De acordo com decisões judiciais emitidas no processo, o isolamento do réu não se caracteriza como prisão especial, mas como uma medida excepcional para preservar sua segurança diante de ameaças relatadas.
O advogado Albert Halex, que representa a família da vítima, afirmou que a manutenção da prisão foi adequada. Segundo ele, houve tentativa de alinhamento de versões durante depoimentos prestados na delegacia, além de relatos de intimidação a testemunhas. “Diante disso, trata-se de uma medida necessária e compatível com a gravidade do caso”, afirmou.
Por outro lado, a defesa do piloto sustenta que o isolamento é imprescindível devido a supostas ameaças de morte, inclusive por meio das redes sociais. Os advogados aguardam novas decisões da Justiça sobre pedidos de reconsideração da prisão preventiva.

Cidades DF
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