
Pablo Aguiar durante coletiva de imprensa do caso
- (crédito: Bruna Gaston CB/DA Press)
O delegado Pablo Aguiar, da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), se manifestou sobre a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, ocorrida na manhã deste sábado (7/2). Responsável por investigar o caso, o delegado lamentou a tragédia. Nas redes sociais, ressaltou que a vida do jovem foi interrompida de forma precoce e injusta, além de acrescentar que a busca por justiça será uma forma de honrar sua memória.
"Hoje nos reunimos para nos despedir de um jovem cuja vida foi interrompida de forma precoce e injusta. Mais do que um nome em um processo ou um caso investigado, ele foi uma pessoa com sonhos, afetos, histórias e um futuro que lhe foi tirado", iniciou.
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Durante as investigações, Pablo Aguiar se mostrou bastante sensibilizado com o caso. Em coletiva de imprensa ocorrida em 30 de janeiro, o delegado se emocionou ao comentar sobre a agressão. Em determinado momento, chorou ao falar sobre a gravidade do caso, mencionando a "dor de um pai".
Hoje, nas redes sociais, ele deu mais detalhes. "Durante a investigação deste crime, lidei com fatos, provas e silêncios difíceis. Mas, acima de tudo, carreguei a responsabilidade de lembrar que, por trás de cada detalhe técnico, existia uma vida que merecia respeito e verdade. Buscar justiça foi, e continua sendo, uma forma de honrar sua memória", declarou.
Ao fim, o delegado mandou condolências à família. "Que este momento não seja apenas de dor, mas também de reflexão. Que a sua ausência nos lembre do valor da vida, da importância da empatia e do compromisso coletivo para que tragédias como essa não se repitam. Que ele seja lembrado não pelo modo como partiu, mas pela dignidade que merece. Aos familiares e amigos, fica nossa solidariedade e respeito. Descanse em paz".
Desfecho trágico
Rodrigo Castanheira foi espancado por Pedro Turra na saída de uma festa. Ao Correio, o tio de Rodrigo, Flávio Henrique Freury, desabafou sobre a notícia. "Eu ainda não estou acreditando. A mãe do Rodrigo me contou hoje. Todo mundo está sem chão. Como fisioterapeuta, eu estava com tanta esperança, me apegando aos detalhes. Mas a luta não acabou. Vou continuar brigando por justiça", lamentou.
O adolescente faleceu após 16 dias internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras, depois de ser espancado na saída de uma festa, em Vicente Pires. Rodrigo não resistiu às complicações provocadas por um traumatismo craniano severo, consequência direta da violência sofrida na madrugada de 23 de janeiro.
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postado em 07/02/2026 12:11 / atualizado em 07/02/2026 12:23
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