Agressão

"A dor é imensa ao contemplar a interrupção da vida", diz tio de Rodrigo Castanheira

Flávio Fleury, tio de adolescente que morreu devido a uma agressão, descreve o luto da família, cobra justiça e pede que o caso não caia no esquecimento.

 Último adeus a Rodrigo Castanheira reúne centenas de pessoas. Cortejo das forças de segurança levou caixão com o corpo do adolescente até o cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul -  (crédito:  Ed Alves/CB/D.A Press)
Último adeus a Rodrigo Castanheira reúne centenas de pessoas. Cortejo das forças de segurança levou caixão com o corpo do adolescente até o cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

A morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, que faleceu na manhã do último sábado (7/2), após 16 dias internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras, segue provocando comoção e indignação. Rodrigo foi brutalmente espancado pelo ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, que está preso preventivamente em cela individual, no Complexo Penitenciário da Papuda.

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Em entrevista exclusiva ao Correio, o tio do jovem, Flávio Fleury, relatou a dor profunda e o sentimento de revolta vividos desde a confirmação da morte, destacando o sofrimento de ver um adolescente cheio de sonhos ter a vida interrompida de forma violenta. 

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Segundo ele, a perda vai além do núcleo familiar e alcança todos que, de alguma forma, acompanharam a história de Rodrigo. “ A lembrança daquele menino, que sempre trazia alegria e energia e contagiava qualquer ambiente, causa uma dor profunda”, afirmou.

O familiar destacou, ainda, o sofrimento dos pais e da irmã do adolescente. Para ele, a ideia de que os responsáveis pela agressão possam retomar suas vidas normalmente é “dilacerante”. “Imaginar que os responsáveis por essa tragédia possam continuar suas vidas normalmente é dilacerante. Um deles está preso, mas, mesmo assim, um dia ele poderá abraçar sua mãe novamente, enquanto a mãe do Rodrigo jamais sentirá o cheiro dele novamente. A irmã dele não terá mais o irmão ao lado e o pai de Rodrigo perderá a chance de acompanhar o crescimento do filho”, comentou Flávio. 

Além do luto, o tio cobra responsabilização de todos os envolvidos no crime. “É crucial que os outros participantes não sejam esquecidos”, disse. Ele reforça a necessidade de uma investigação rigorosa e afirma estar engajado na busca por justiça, na esperança de que outras famílias não passem pela mesma dor. “Desejo que cada pai e cada mãe tenha a certeza de que seus filhos retornarão para casa em segurança.”

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postado em 09/02/2026 15:56
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