Podcast do Correio | Movimento Brasília, Capital da Felicidade

"A cidade que não é verde morre", diz pioneira defensora de Brasília

Cosete Ramos e Eduardo Rui, do movimento Brasília, Capital da Felicidade, defendem a institucionalização do bem-estar social pela preservação ambiental e educação

Podcast do Correio -  (crédito: CB/D.A Press)
Podcast do Correio - (crédito: CB/D.A Press)

Brasília, a "capital da esperança", cresceu, e agora é a "capital da felicidade", defenderam Cosete Ramos e Eduardo Rui, representantes da aliança AMA Brasília, no Podcast do Correio. Mãe e filho, os entrevistados do programa de ontem são idealizadores de um movimento que busca apresentar a capital federal como um exemplo de felicidade no país, e apresentaram aos jornalistas Roberto Fonseca e Rafaela Peixoto a agenda de ações neste ano, que incluem o lançamento de um estudo científico, congresso e concurso de fotografia, onde a população do Distrito Federal poderá mostrar, por meio da arte, a alegria que reside na cidade.

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As inscrições para o concurso Brasília, Felicidade Por Toda Parte vão até 28 de fevereiro, e estão abertas para fotógrafos amadores e profissionais que podem apresentar uma foto por pessoa. Os trabalhos passarão por um júri especializado e outro popular, com o prêmio de R$ 5 mil para o 1º lugar, R$ 3 mil para o 2º, R$ 2 mil para o 3º e R$ 1 mil para 10 menções honrosas. De acordo com Cosete, o objetivo é utilizar os registros em ações do movimento e firmar a cidade uma das mais felizes: "Quero preparar Brasília, e se a ONU abrir o ranking para as cidades mais felizes do mundo, vamos estar lá competindo". 

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O ranking da ONU, que a entrevistada usa como meta, mostra os países do mundo com a maior Felicidade Interna Bruta (FIB), um indicador que mede parâmetros que apontam o bem-estar de uma determinada população. "A felicidade é um sentimento que une aspectos individuais e coletivos, e pode ser medida por um número que deve orientar políticas públicas", defende Cosete. Atualmente, o Brasil é o 36º país mais feliz no ranking, que terá uma nova versão publicada em 20 de março deste ano, mesmo dia em que ocorre o 2º Congresso da Felicidade de Brasília.

O evento de divulgação científica é aberto ao público, e ocorrerá no Museu Nacional da República, das 9h às 18h, com palestras de convidados internacionais, como o Lhatu, diretor executivo do Centro de Felicidade Interna Bruta do Butão — país referência na pauta da felicidade. O encontro terá como tema a relação entre educação e felicidade, e aborda temas como a religiosidade e espiritualidade, bem-estar nas instituições públicas e palestras. "Ano passado foi um show, tinham 1.300 pessoas no museu", conta Cosete, conselheira do evento, organizado pelo Instituto IPCB e Ministério da Cultura.

Assista aqui ao podcast na íntegra

Além disso, será lançado durante o evento um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IpeDF), que analisou a felicidade da população de Brasília, e lista quais são os hábitos que aumentam o bem-estar geral. De acordo com a especialista, a pesquisa poderá orientar diretrizes, propostas e mudanças de urbanismo que podem contribuir para a sensação alegre na capital. As iniciativas públicas apresentadas fazem parte do projeto "O DF que a gente quer em 2040", desenvolvido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF), que visa o desenvolvimento de uma metrópole feliz, criativa e conectada.

Cosete é uma pioneira da capital federal: chegou em Brasília no dia de sua inauguração, integrou a primeira turma do Centro de Ensino Fundamental Caseb, se formou em pedagogia e atuou no Ministério da Educação por 25 anos. Na opinião da estudiosa, o principal fator que contribui para o clima de felicidade na cidade é a alta presença de áreas verdes, realidade que não se reflete em cidades-satélites. "Uma cidade que não é verde morre, vai aos poucos se degradando, perdendo a dinâmica. O DF tem que ser coberto de verde, temos que ampliar a cobertura pela políticas", defende.

Já Eduardo associa o valor com a fraternidade e a perfeita sintonia com o outro. "É o momento onde a alegria, que é a grande emoção da felicidade, permeia mais a nossa vida", diz. Ele defende que a vida equilibrada pode ser aprendida e praticada, e a questão de como aprender a ser feliz é a mais essencial. Cosete adiciona que a felicidade deveria, inclusive, fazer parte do currículo das escolas do Distrito Federal, para que todos aprendam a escolher o caminho mais gratificante no dia a dia. "As pessoas não sabem ser felizes, porque ela é uma escolha. Eu fico brava ou fico feliz? Eu dou uma bronca no meu filho ou fico feliz. Eu faço uma um discurso inflamado ou faço um discurso entusiasmado, para que aquilo se realize. Veja, você tem escolha todos os dias, todas as horas", afirma a pioneira.

*Estagiário sob supervisão de Márcia Machado

 


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postado em 13/02/2026 07:00
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