Recanto das Emas

Delegado diz que não há sinais de violência em mulher encontrada morta

Victor Oliveira afirmou que o caso segue sob protocolo de feminicídio, mas destaca ausência de lesões e possível ingestão de medicamentos. O companheiro da vítima foi conduzido à 27ª Delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado

O caso está sendo investigado pela 27ª Delegacia de Polícia -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
O caso está sendo investigado pela 27ª Delegacia de Polícia - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

A morte de uma jovem de 23 anos, encontrada sem vida nesta terça-feira (17/2), na quadra 105, conjunto 3, no Recanto das Emas, segue sendo investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O companheiro da vítima foi conduzido à 27ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento e foi liberado.

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O delegado de plantão, Victor Oliveira, afirmou que o corpo foi encaminhado, com prioridade, para exame no Instituto Médico Legal e que, até o momento, não foram constatados sinais de agressão. “A perícia médico-legista não encontrou nenhum vestígio de sinal de violência no corpo dela. Não tem nenhum vestígio de violência, seja física, seja interna ou externa”, declarou.

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Em entrevista ao Correio, o delegado responsável pelo caso detalhou o que foi apurado até o momento, explicou os procedimentos adotados e afirmou que, embora a ocorrência tenha sido inicialmente tratada como feminicídio, não há, até agora, elementos conclusivos que indiquem homicídio.

Segundo Oliveira, o casal teria discutido na noite anterior à morte. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a jovem caída no chão e vestígios de sangue pela casa. O cenário levou a polícia a adotar imediatamente o protocolo de feminicídio. “O fato de ela ter sido encontrada morta na casa dele fez com que a gente, de início, seguisse o protocolo de feminicídio. A gente tomou todas as providências, apesar de não ter certeza, como se fosse um feminicídio”, disse.

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Oliveira explicou que há uma normativa interna que orienta esse procedimento. “Hoje, a gente tem uma normativa interna que determina que toda morte de mulher, havendo alguma suspeita inicial, todo o padrão de protocolo investigativo a ser adotado seja o de feminicídio. Então, a gente começa a investigação baseado nisso, como se fosse um feminicídio”, explicou.

Ele ressaltou que o exame cadavérico ocorre por etapas. “Primeiro uma análise macroscópica do corpo. Depois, uma análise microscópica dos órgãos, para entender qual foi a dinâmica da morte”, ressaltou.

Ao final do dia, segundo o delegado, surgiu uma possível causa relacionada à ingestão de medicamentos. “Foram encontradas várias cartelas de medicamentos espalhadas pela casa, todas vazias. No banheiro, na cozinha e ao lado do corpo dela também havia medicamentos no chão”, revelou.

O delegado relatou ainda que, em contato com a perícia, foi informado sobre vestígios compatíveis com medicamento no estômago da vítima. “O exame encontrou dois vestígios daquele papelzinho alumínio da cartela de blister dentro do estômago. Mas vamos aguardar o laudo”, acrescentou.

Apesar dos indícios relacionados à possível ingestão de medicamentos, o delegado reforçou que nenhuma linha está descartada. “A gente nunca descarta nada. A gente não investiga uma linha só, investiga a situação. A gente vai aguardar o laudo, analisar outras testemunhas, ver se tem imagens."

O delegado disse, ainda, que até a conclusão dos exames periciais e do inquérito, o caso seguirá sendo tratado com as cautelas previstas.

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DC
postado em 17/02/2026 20:24
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