
Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade precisam comparecer a uma das mais de cem salas de vacinação onde estão disponíveis imunizantes contra a dengue. Conforme dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), 41,9% das crianças de 10 anos tomaram a primeira dose e apenas 16% completaram o esquema vacinal de duas aplicações. Em nenhuma dessas idades foi atingida a meta de 90%, sequer para a primeira dose.
Apesar da queda de 95% no número de casos entre 2024 e 2025, a vacinação é fortemente recomendada, inclusive, para quem já teve a doença, que apresenta maior risco de desenvolver formas graves em uma nova infecção, em razão de um fenômeno imunológico característico da dengue, conhecido como exacerbação da doença mediada por anticorpos.
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A Rede de Frio Central da SES-DF contabiliza 24.178 doses da vacina contra a dengue no depósito. Outras seis mil estão distribuídas para as redes de frio regionais e nos estoques das próprias unidades básicas de saúde (UBSs). O público atual, de 10 a 14 anos, é indicado pelo Ministério da Saúde e, por enquanto, não há indicação de ampliação. A data de validade das vacinas é julho de 2027.
Ação contra a dengue
De fevereiro de 2024 a janeiro de 2026, a Secretaria de Saúde aplicou 183,4 mil doses de vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme indicado pelo Ministério da Saúde. A meta é chegar a 90% dessa população com as duas doses aplicadas.
Esta, porém, não é a única estratégia de combate à doença. Ao longo de 2025, 362 servidores da SES-DF realizaram mais de 1,8 milhão de visitas domiciliares, tanto para levar informação quanto para combater focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.
Além disso, agentes de vigilância ambiental instalaram mais de 3,8 mil armadilhas para mosquitos (ovitrampas) e 3,2 mil estações disseminadoras de larvicidas. Outra estratégia é a disseminação de mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, com menor capacidade de transmitir doenças e com potencial para substituir as populações do mosquito inicial.
Os resultados são acompanhados pelos boletins epidemiológicos. Em 2025, o Distrito Federal fechou o ano com queda de 96% nos casos prováveis de dengue.
*Com informações da Agência Brasília
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