Investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indicam que a facção Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, identificou e passou a fomentar o esquema criminoso de furto de caminhonetes de luxo no DF. Segundo o delegado da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos I (DRFV I), a facção teria enxergado no crime um nicho altamente lucrativo e passou a incentivar a atuação do grupo, que operava de forma estruturada e interestadual.
“Há fortes indícios de que o Comando Vermelho identificou esse nicho de atuação e vem patrocinando, fomentando e incentivando a prática desses crimes, sendo um dos principais destinatários do lucro obtido por meio desse ecossistema criminoso”, afirmou o diretor da DRFV I, delegado Konrad Rocha.
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As caminhonetes furtadas, principalmente dos modelos Toyota Hilux e SW4, eram trocadas por drogas ou desmontadas para a comercialização de peças no mercado clandestino, tanto em lojas físicas quanto em plataformas virtuais.
A organização criminosa atuava em praticamente todas as regiões administrativas do Distrito Federal, com maior incidência em áreas nobres, como o Plano Piloto. Os criminosos escolhiam previamente os alvos e o momento da ação, priorizando locais como estacionamentos públicos próximos a hospitais, onde sabiam que as vítimas permaneceriam por longos períodos.
Em 2025, foram registrados 53 furtos de caminhonetes no DF. A investigação apontou, ainda, que o esquema tinha ramificações interestaduais, com conexões entre Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro e Ceará. A PCDF cumpriu 43 mandados de prisão, entre preventivos e temporários, nesta terça-feira (3/2). Até o momento, 37 pessoas foram identificadas e presas, sendo que seis seguem foragidas.
