Saúde

Mais de 30% dos adultos no DF têm insônia; mulheres são as mais afetadas

O perfil epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostra que 38,1% das mulheres do DF sofrem com insônia, em comparação a 23,1% dos homens

Quase um terço dos adultos do Distrito Federal sofre com insônia, aponta perfil epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF). O estudo, que analisa os hábitos de vida do brasiliense, informa que 31,1% da população reclamam da dificuldade em iniciar ou manter o sono, com maior incidência entre mulheres (38,1%), em comparação aos homens (23,1%).

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O documento também diz que 20% dos moradores do DF afirmaram possuir uma duração de sono curta, dormindo menos de 6 horas por noite. Novamente, as mulheres são maioria, com 21,7% das brasilienses apresentando curtos descansos, em comparação com os 18% do sexo masculino. 

Em comparação com outras capitais, o Distrito Federal aparece em 15º para a presença de insônia na população, apresentando número próximo à frequência nacional, de 31,7%. No ranking das populações com maior incidência de sono curto, a capital aparece novamente em 15º lugar. 

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Os dados são referentes ao ano de 2024, monitorados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. 

Importância do sono

A pneumologista e médica do sono Géssica Andrade mostra que a hora de dormir vai além do descanso e é o momento onde o corpo se recupera física e emocionalmente. “No dia a dia, a primeira a sentir é a cabeça: dificuldade de concentração, lapsos de memória, raciocínio mais lento, irritação fácil e sensação de estar sempre no limite. Com o tempo, isso vai pesando também no emocional, aumentando a ansiedade, o estresse e até os sintomas depressivos", detalha.

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Ela explica que sintomas como o aumento da fome, ganho de peso, desregulação do açúcar no sangue e pressão arterial também são associados ao hábito de dormir pouco, que desorganiza o corpo hormonalmente. 

Para o combate à insônia, Géssica defende a criação de uma rotina de descanso, que envolva adormecer e acordar por volta do mesmo horário todos os dias e diminuir o uso do celular à noite, evitando o consumo de café, energéticos ou álcool perto da hora de dormir. Caso o processo não funcione, o paciente pode buscar atendimento nas unidades básicas de saúde (UBS) e, dependendo do caso, será encaminhado ao atendimento especializado, como o ambulatório do sono, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde a especialista atua.

*Estagiário sob a supervisão de Tharsila Prates

 

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